Famílias de classes A e B têm menor perspectiva de consumo em abril

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e divulgada regionalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), ficou em 94,7 pontos em abril.

Na variação anual houve aumento de 11,7%. No entanto, na comparação com março, houve redução de 0,3%, puxada pela queda do indicador entre as famílias com renda acima de 10 salários mínimos, que passou de 100,5 pontos em março para 94,7 pontos neste mês, equiparando-se à ICF das famílias com renda até 10 salários mínimos. Desde novembro de 2015 a Intenção de Consumo das Famílias das classes A e B era mais elevada do que entre a das classes C, D e E.

A preocupação em relação ao mercado de trabalho, com baixa expressiva no componente Perspectiva profissional (-18,3%), bem como a diminuição no consumo de Bens Duráveis (-15,7%), culminaram na contenção do ânimo de consumo das classes A e B. Nessa faixa de rendimentos, apenas os componentes Renda atual e Perspectiva de Consumo tiveram aumento na variação mensal, com alta de 1,7% e 2,1%, respectivamente.

Já entre as famílias com renda até dez 10 salários mínimos, a ICF aumentou pela segunda vez desde o início da liberação dos saques das contas inativas do FGTS. Os componentes Nível de consumo atual e Perspectiva de consumo tiveram aumento considerável, tanto na variação mensal, mas principalmente na comparação com abril de 2016, com altas de 20,5% e 62%, respectivamente.

A ICF nacional também caiu neste mês e está em 77,8 pontos, o que representa queda de 0,5% em relação a março, em função das condições restritas de acesso ao crédito e perspectiva profissional.

 

 

 > Clique aqui para acessar a pesquisa completa.

(karla@pr.senac.br)

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.