Hospital de Clínicas participa do Mutirão de Ortopedia de Curitiba

A ideia é zerar a fila da capital paranaense

A equipe de governança do Complexo HC – vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) – formado pela superintendente, Claudete Reggiani; e os gerentes de Atenção à Saúde, José Luiz de Godoy e o de Ensino de Pesquisa, Rosires Pereira de Andrade, receberam o prefeito de Curitiba, Rafael Greca, com o Secretário Municipal de Saúde, João Carlos Barracho, para darem início ao Mutirão de Ortopedia no ambulatório 8, do Hospital de Clínicas da UFPR, nesta quinta-feira, 06 de abril.

A demanda reprimida, somente em Ortopedia, é de 25.405 pessoas que estão na fila aguardando tratamento. Muitas delas, esperando há muito tempo. “Já faz mais de dois anos” reclamaram os pacientes entrevistados. Para Greca, essa demora “22 meses de espera para quem tem problema ortopédico”, não vai acontecer mais. Estão sendo investidos “12 milhões do orçamento municipal somados a 1 bilhão e 600 milhões do SUS à saúde”.

Barracho, por sua vez, orienta à população a procurar o posto de saúde mais próximo e manter o cadastro atualizado. “Estão sendo chamados os pacientes cadastrados. Nós temos as listagens nos postos de saúde. Estamos indo até as casas das pessoas ou ligando”, explicou ele. “A população tem que participar. Tem que comparecer. Nós temos que ir zerando a fila. Temos que zelar pela população e ela tem que zelar pela saúde”, completou.

“O HC vai atender 600 consultas por mês, sendo 30 por dia, de segunda a sexta-feira. A ortopedia é o ‘calcanhar de Aquiles’. O sistema é reprimido. Tem incapacidade atender a grande procura, frisou Luiz Antonio Munhoz da Cunha, médico ortopedista e professor-chefe do departamento de ortopedia da UFPR, tratando da necessidade do Mutirão.

 

“Me dói o joelho e a coluna.  Quando faço serviços mais rápidos sinto muita dor. Fico me arrastando

(Marlene de Jesus Barbosa)

“O que me dói mesmo é o joelho esquerdo. Incomoda bastante”

(Margarida de Cruz da Silva)

 “Meu motivo é a coluna. Não sinto muita dor, mas travo. Não posso fazer quase nada. Dá formigamento nos pés e nas mãos. Perco as forças e adormece”
( Maria de Lourdes Keres Andrade)

 

Todos eles declaram estar felizes por terem sido chamados.

“Estou contente. Embora com muita dor. Faz tempo que dói bastante. Estou gostando bastante do mutirão. Eu e as outras pessoas estão precisando. Até pessoas piores do que eu. Agradeço o Hospital em me chamar. Continue assim”
(Marli Fátima Silva)

 “Foi ótimo o Mutirão. Estamos resolvendo. Agora, vai tratar. Espero que acabe com a dor”
(Wasington Carrijo Rodrigues)

O mutirão de Ortopedia acontece, além do Hospital de Clínicas, também no Hospital Evangélico, Trabalhador, Cajuru, Santa Casa, São Vicente, Madalena Sofia e Centro Hospitalar de Reabilitação.

Chamada de “Saúde Já”, ação conta com um investimento na ordem de R$12 milhões do orçamento do município. Ela é contínua e tem o objetivo de beneficiar, aproximadamente, 200 mil pessoas, zerando as filas de espera, principalmente nas demandas mais procuradas tais como cardiologia, dermatologia, exames complementares e cirurgias vasculares. “A importância é a diminuição da dor e da fila de espera. A população recebe com entusiasmo quando a fila anda”, finalizou Greca.

Ebserh

O Hospital de Clínicas e a Maternidade Victor Ferreira do Amaral são os hospitais universitários federais da UFPR que formam o Complexo HC e são considerados filiais da Ebserh no Paraná. A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), estatal vinculada ao Ministério da Educação, administra atualmente 39 hospitais universitários federais. O objetivo é, em parceria com as universidades, aperfeiçoar os serviços de atendimento à população, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), e promover o ensino e a pesquisa nas unidades filiadas. O órgão, criado em dezembro de 2011, também é responsável pela gestão do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), que contempla ações nas 50 unidades existentes no país, incluindo as não filiadas à Ebserh.

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