Sociedade Brasileira de Cancerologia reforça posicionamento sobre a “Pílula do Câncer”

Em decorrência dos resultados da segunda fase de testes da fosfoetanolamina sintética, conhecida como a “pílula do câncer”, realizada com 72 pacientes com dez diferentes tipos de câncer, apresentados por pesquisadores do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, o Icesp, na última sexta-feira (31/3), a Sociedade Brasileira de Cancerologia (SBC) reforça:

O anúncio da suspensão dos estudos por falta de eficácia endossa o posicionamento que esta entidade fez desde o início desta polêmica. A inexistência de uma análise minuciosa e séria, com base nos critérios científicos aceitos mundialmente, além de seu registro definitivo na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), não permitem que a fosfoetanolamina sintética seja considerada como um medicamento. Não podemos apoiar a legalidade de algo que apresente resultados aquém do desejável. O compromisso maior é com a ciência.

A Sociedade Brasileira de Cancerologia, enquanto entidade representativa da especialidade no Brasil, defende o debate às problemáticas em torno do combate ao câncer no País, sem oportunismos, a partir de atitudes mais responsáveis que visem sua efetividade no tratamento de uma doença de grande impacto para a saúde pública.

Sociedade Brasileira de Cancerologia

(acacia@targetsp.com.br)

2 Comentário

  1. Até por ser leigo, entendo que os devidos protocolos de pesquisa devem ser observados antes que se possa afirmar que uma nova droga é eficaz no tratamento de certa doença. Contudo, há um ponto nessa polêmica que sempre me incomodou: se há milhares de relatos de pessoas garantindo que foram curadas ou que tiveram ganho na qualidade de vida com o uso da fosfoetanolamina sintética, várias delas, inclusive, exibindo exames médicos que comprovariam tais afirmações, por qual razão, neste caso específico, esses pacientes também foram estudados? Não seria esta uma peculiaridade estimuladora da curiosidade investigativa? E sem essa abordagem, é correto cientificamente afirmar – com elevado grau de certeza – que as alegadas curas não ocorreram de fato (o que equivaleria dizer que essas pessoas estão vivendo num mundo de sonhos) ou que foram resultado apenas pelo chamado efeito placebo?

  2. Acrescento aos dizeres de Carlos de Souza que os pesquisadores da fosfoetanolamina sintética, sempre afirmaram tratar-se de um bio imune modulador, ou seja, precisa de um sistema imune em condições mínimas, enquanto que os pacientes usados no estudo clínico do ICESP, já passaram por todos os tipos de tratamentos sem qualquer resposta. Acrescento aí, o fato de que até a forma de administração era diferente, ou seja, o ICESP mandava ingerir de uma só vez as 3 cápsulas, enquanto aqueles que seguem a orientação dos pesquisadores por terem conseguido judicialmente as cápsulas é 1 de 8 em 8 horas, e isto é algo a se considerar, além de ingerir ácdos graxos.

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