AIEA e Sociedade Americana de Cardiologia Nuclear fazem acordo para tentar frear avanço de morte por doenças cardiovasculares

Médico brasileiro participa da assinatura do acordo

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e a Sociedade Americana de Cardiologia Nuclear (ASNC) firmaram na segunda, 8 de maio, acordo para trabalhar em conjunto em ações para melhorar a difusão de informações, orientações e tratamento de doenças cardiovasculares – as que mais matam no mundo, representando 31% das mortes globais (mais de 17,5 milhões de pessoas por ano).

“Os países de renda baixa e média renda, como o Brasil, apresentam os piores índices, com mais de 75% dessas mortes. Somam-se aos problemas cardiovasculares, fatores de risco como obesidade, sedentarismo e diabetes”, explica o cardiologista João Vítola, consultor da AIEA e do Departamento Internacional da Sociedade Americana de Cardiologia Nuclear (ASNC), que participou da assinatura do contrato.

O acordo propõe a formação de profissionais de saúde em países em desenvolvimento no uso de técnicas nucleares para diagnosticar e avaliar a extensão da doença cardíaca em pacientes. Serão gerados materiais educativos online e a Sociedade Americana de Cardiologia Nuclear também disponibilizará médicos para missões consultivas e ministrará cursos presenciais. “ASNC criará continuamente novas parcerias e alianças em um esforço contínuo para promover uma comunidade unificada e inclusiva de pesquisa, inovação e educação”, disse o presidente da Sociedade, Raymond Russell, que virá a Curitiba nos dias 27 e 28 de julho, para participar do Congresso Paranaense de Cardiologia.

Para João Vítola, que também é diretor de Comunicação da Sociedade Paranaense de Cardiologia e da Quanta Diagnóstico e Terapia, a vinda de Russell para o Brasil, ajudará a alavancar as ações educativas no país.

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