Base Comum Curricular gera dúvidas e é tema de ciclo de palestras em Maringá

EDUCAÇÃO

 

A nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC) que apresenta referências para nortear o currículo da educação básica brasileira, da educação infantil e do ensino fundamental, está gerando dúvidas. Preparado pelo Ministério da Educação, o documento é válido tanto para escolas públicas quanto particulares, definindo o que os alunos devem aprender em cada etapa da vida escolar.

Há educadores que temem, por exemplo, que as escolas tentem a qualquer custo acelerar o desenvolvimento das crianças para atender ao que é sugerido pela BNCC. Por isso, um alerta que tem sido feito é que o documento não deve ser interpretado de forma literal, mas sirva como referência para que cada escola construa seu próprio currículo em comum acordo com a comunidade escolar local.

Para esclarecer as dúvidas e orientar gestores e professores das escolas da região, o Sinepe programou um Ciclo de três palestras sobre a BNCC e Novo Ensino Médio. São 3 encontros. O primeiro será dia 29 deste mês, com a Professora , especialista em gestão de projetos educacionais, comentarista do Boletim Missão Aluno da Rádio CBN. Tema: Os efeitos da BNCC sobre a qualidade do ensino e como base para o novo Ensino Médio.

A segunda palestra do ciclo será dia 8 de junho com a professora Maria inês Fini, doutora em Ciências, Educação e Pedagogia e presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Tema: Abordagem sobre SAEB, Censo Escolar e a nova estrutura do ENEM (local a definir).

Fechando o ciclo, o advogado Samuel Ricardo de Paulo, especialista em Direito Processual Civil, falará no dia 22 de junho no Colégio Marista. Tema: O Novo Ensino Médio. As três palestras serão realizadas entre 8 e 12 horas. As vagas são limitadas. Informações e inscrições: (44) 3226 1187.

Complexidade

A professora Ilona Becskeházy afirma que o tema (BNCC) é bastante complexo e que ela entende as dificuldades de quem vai trabalhar com currículos daqui para a frente. Para ela, “a BNCC não é suficiente para dar conta dos desafios curriculares de nenhuma escola ou rede, seja ela pública ou particular”.

Em sua apresentação, a professora apontará a insuficiência da BNCC para quem precisa organizar os objetivos pedagógicos de maneira lógica. Para melhor compreensão do público, ela fará uma analogia entre a BNCC e o documento curricular elaborado no município de Sobral-CE, que tem “a melhor rede de ensino do Brasil e busca novos horizontes com seu novo plano de trabalho”.

No caso da educação infantil, que pela primeira vez passa por um processo de organização, a BNCC é vista como um avanço. Mas, também tem suas falhas. Ilona cita que há diretrizes sobre alfabetização que estão nos primeiros anos do fundamental, mas deveriam estar na educação infantil.

Estudiosos alertam que é preciso cuidado nas escolas para evitar o desenvolvimento precoce das crianças somente para atender as referências da BNCC, respeitando sobretudo as diferenças no ritmo de aprendizado de cada indivíduo.

 

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