Biópsia líquida proporciona diagnóstico preciso para tratamento de câncer de pulmão

A chamada biópsia líquida é um exame de sangue capaz de encontrar e identificar o DNA de células tumorais na corrente sanguínea. Sua utilização proporciona um exame menos agressivo, auxiliando o diagnóstico e prognóstico principalmente na determinação de um tratamento específico potencialmente eficaz  para o paciente com câncer de pulmão – a frequência da realização do exame de sangue (biópsia líquida) é indicada pelo médico que acompanha o paciente no tratamento da doença.

O laboratório Mantis Diagnósticos Avançados, de Curitiba, disponibiliza o exame de biópsia líquida para a detecção de mutações do gene EGFR utilizado no diagnóstico, prognóstico e acompanhamento de adenocarcinoma de pulmão. Para tanto, é necessária a realização de um exame de sangue, que poderá ser feito a qualquer hora do dia e a pessoa não precisará fazer jejum prolongado. A previsão de entrega do resultado ao paciente é de cinco dias.

A técnica de PCR em tempo real (utilizando o KIT therascreen EGFR plasma RGQ PCR – aprovado pelo FDA) analisa qualitativamente e quantitativamente regiões específicas do gene EGFR (T790M, L858R e deleções exon 19) no DNA tumoral circulante no plasma.

De acordo com Graziele Moraes Losso, diretora do Laboratório de Biologia Molecular, “O exame é indicado para monitoramento de resposta terapêutica e de resistência adquirida. Não substitui a biópsia tecidual no diagnóstico da doença, sendo utilizado para esse caso apenas em situações de biópsias com grande dificuldade de realização. A sensibilidade de detecção de mutações neste teste é dependente da quantidade de DNA tumoral circulante presente no plasma. Esta quantidade é variável e inerente a cada paciente. Entretanto, estudos recentes avaliaram a concordância dos resultados entre a pesquisa de mutações no plasma e em biópsias do tumor. Eles encontraram uma concordância de 85% nos resultados, sendo que casos falsos negativos foram detectados na mesma proporção no plasma e no material do tumor”.

DNA no Sangue
O DNA tumoral circulante (ctDNA) são moléculas de aproximadamente 200 pares de bases e estão em uma concentração abaixo de 0,1% no plasma. As informações genéticas contidas no ctDNA podem auxiliar na obtenção de pareceres essenciais para a caracterização do tumor, no diagnóstico precoce da doença, na determinação de um tratamento específico potencialmente eficaz e no monitoramento da doença por meio de um método relativamente simples, rápido e não invasivo.

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