Câncer de colo de útero: conheça um pouco mais sobre ele

Quando falamos em câncer em mulheres o primeiro que vem à cabeça é o de mama, constante alvo de campanhas de conscientização e prevenção por ser o que mais acomete mulheres em todo o mundo.  Mas você sabia que um dos tipos de tumores mais fatais é o de colo de útero? E o mais agravante é que a doença é bastante comum em mulheres de 45 a 50 anos.

Sorrateiro, este câncer é assintomático em sua primeira fase e pode levar anos para se desenvolver. Ao se manifestar, os sinais normalmente são: sangramento vaginal – depois de relações sexuais, no intervalo entre menstruações ou após a menopausa – e corrimento vaginal de cor escura e mau cheiro. Em estágios mais avançados podem ocorrer: obstrução de vias urinárias e intestinos, dores lombares e abdominais, perda de apetite e peso, entre outros sintomas graves.

O câncer de colo de útero ainda está entre as enfermidades que mais atingem as mulheres. Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) indicam que são 530 mil novos casos por ano, no mundo, e no Brasil, em 2016, a estimativa é de que a doença tenha atingido 16 mil mulheres, com um risco de 15,85 de novos casos a cada 100 mil mulheres.

A doença é grave, os casos são numerosos, mas as medidas para evitá-la são relativamente simples se seguidas à risca. “O principal agente causador deste tipo de doença é o HPV (Papilomavírus humano) transmitido através de relações sexuais sem proteção adequada. Outros fatores causadores, ou facilitadores, da doença são a imunidade baixa, o consumo de cigarro, a higiene precária e a má alimentação” afirma a médica Myrna Campagnoli, do Laboratório Frischmann Aisengart.

Com isso em mente, para não se expor ao risco de contrair o vírus causador de lesões desta natureza, é fundamental o uso de preservativos, cuidados básicos com a saúde e a realização periódica de exames preventivos. O mais indicado é o Papanicolau que deve ser realizado ao menos uma vez ao ano.

Segundo a médica, existem dois tipos de vacinas que evitam a contaminação por alguns subtipos do HPV. No Laboratório Frischmann Aisengart há a opção de vacina contra o HPV Quadrivalente. Esta forma de prevenção é recomendada para meninas ainda na infância, em três doses, antes do início da atividade sexual. “É preciso chamar atenção para uma informação importante: ainda não há vacina contra todos os numerosos subtipos do vírus e, portanto, mulheres que optarem por este recurso devem continuar fazendo o exame preventivo de rastreamento, periodicamente”, completa.

Então, não se esqueça: a vacinação, o uso de preservativos, um estilo de vida saudável e o acompanhamento médico adequado poderão salvar a sua vida e a de todas as mulheres importantes pra você. Alerte-as. (Paula Batista)

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