Curitiba supera a meta nacional de vacinação com 82,7% de adesão

A campanha nacional de vacinação contra o vírus influenza, que provoca a gripe, foi prorrogada até o dia 9 de junho. Como a procura pela imunização foi baixa em todo o Brasil, apenas 60,5% do público-alvo se vacinaram.  A meta era de 90%. No entanto, a cobertura alcançada em Curitiba foi superior à média nacional, com 82,7% do público-alvo vacinado. Dados do Ministério da Saúde mostram que a meta na capital paranaense foi superada em dois grupos: o de idosos (94,2%) e o das puérperas (138,7%) do total.

De acordo com a infectologista da Cardio&Saúde, Dra. Maria Inez Domingues Kuchiki, a principal forma de prevenção é tomar a vacina contra a gripe anualmente. Além de evitar locais com aglomerações de pessoas, sempre lavar as mãos e quando possível, utilizar álcool em gel para higienização das mãos. “Toda forma de prevenção é válida, mas a vacinação já deixou de ser uma questão pessoal e agora é de saúde pública, pois com essa atitude a propagação do vírus diminui. No entanto, depois da epidemia de 2009, vem reduzindo o número de pessoas que se vacinam. Muitos se assustaram em 2009, se vacinaram em 2010, porém não repetiram a vacina nos anos seguintes e não estão mais protegidas.”

Mesmo com a eficácia comprovada da vacinação, muitas pessoas esquecem ou deixam de buscar postos de saúde ou clínicas particulares, quando não fazem parte do público que recebe a vacina gratuitamente, e ficam sem a proteção contra o vírus. O perfil epidemiológico divulgado pela Secretaria do Estado da Saúde mostra que de 1º de janeiro a 19 de maio deste ano foram notificados 1.199 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave de pessoas residentes no Paraná. Deste total, 5,6% foram confirmados para influenza. E dos 106 óbitos no mesmo período, 1,9% tem relação com o mesmo vírus. “Todos devem ficar atentos para evitar a gripe, principalmente pacientes que têm maior risco de complicações, entre eles idosos, crianças, gestantes, portadores de doenças crônicas como diabetes, asma, hepatites e HIV. Nesses casos, a gripe pode agravar a doença de base e aumentar o risco de óbito”, finaliza a infectologista.

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