Indústria metalmecânica ganha representatividade dentro do Programa Oeste em Desenvolvimento

Segmento que integra nova Câmara Técnica consolida planejamento estratégico e define planos de ação para os próximos cinco anos

Lançada no início do ano, durante o Show Rural em Cascavel, a Câmara Técnica (CT) de Material de Transporte e Equipamentos para o Agronegócio do Programa Oeste em Desenvolvimento (POD) dá um passo à frente para concluir seu objetivo geral de “Tornar o Oeste do Paraná um polo metalmecânico do Agronegócio até 2025”. O grupo, formado por instituições de apoio ao setor e cerca de 30 indústrias do segmento na região, conclui planejamento estratégico e delimita planos de ação para até 2022.

De acordo com o gerente regional do Sebrae/PR no oeste, Orestes Hotz, o planejamento consolida a CT e auxilia na organização das próximas etapas. “A criação da CT surgiu do diagnóstico regional, que percebeu nessa cadeia produtiva uma fonte propulsora da economia e desenvolvimento local. A partir daí, foram feitas articulações com entidades que integram o segmento e empresários foram sensibilizados a participar ativamente dos processos de alinhamento e constituição do grupo”, explica.

As reuniões de sensibilização foram feitas no início de abril nas cidades de Toledo, Marechal Cândido Rondon e Cascavel e mobilizaram empresas do setor industrial metalmecânico, ligadas ao agronegócio, a entender a atuação do POD e se conscientizar da importância de integrar uma Câmara Técnica. “É um segmento com vasto potencial de crescimento e grande importância econômica na região. Unidos na CT, ganham força para agir estrategicamente”, acrescenta Hotz.

Segundo o presidente do POD, Danilo Vendruscolo, a CT também vai contribuir para estimular a atração de novos investimentos à região. “O segmento tem um potencial muito grande na geração de novos empregos, envolvendo as pequenas, médias e grandes indústrias. Outro fator importante é que a base da economia do Oeste está calcada no agronegócio, assim, a criação da CT é extremamente oportuna para que se possa desenvolver um planejamento de médio e longo prazo para o setor”, assinala.

Para Hugo Armando Ceron Molina, gerente da Fiep na região, a Câmara Técnica vai dar suporte às ações de desenvolvimento do segmento na região além de possibilitar acesso a ferramentas específicas a cada empresa participante. “O desenvolvimento coletivo também se dá por meio da melhoria individual das empresas. O Senai vai auxiliar com soluções específicas a partir das demandas apresentadas, dispondo de estruturas como os institutos de tecnologias em Maringá e Curitiba”, destaca Molina.

Na avaliação do presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas Mecânicas e de Material Elétrico do Oeste do Paraná (Sindimetal Oeste), Eliseu Zanella, a Câmara Técnica trará novas perspectivas às empresas do segmento. “Nossa concorrência é internacional. Acredito que unidos, agregamos conhecimento, trocamos informações e experiências e visualizaremos novas tecnologias e oportunidades de negócios. O único jeito para enfrentar a crise é a união”, observa.

Ações

Durante a estruturação do planejamento, detalha Orestes Hotz, foram criados grupos e trabalho específicos para a Câmara Técnica. “Os integrantes analisaram o ambiente interno e cenário externo do segmento sob cinco perspectivas: Gestão / Administração, Produção e Fabricação, Mercado e Vendas, Inovação e Tecnologia, e Sustentabilidade e Meio Ambiente. Diante disso, foram elencados ações mobilizadoras e estabelecimento dos planos de ação para melhorar os pontos fracos e maximizar os aspectos positivos encontrados”, comenta.

Uma das ações mobilizadoras sob a ótica de Gestão/Mercado, será promover qualificação de mão de obra para que se torne investimento ao invés de custo. “Essa também poderá ser uma das contrapartidas do Senai, por meio da capacitação de pessoas ao segmento. Também colocaremos à disposição nossas orientações para melhoria de processos produtivos, de inovação, gestão de projetos ou melhoria de produtos”, prevê Hugo Armando Ceron Molina, da Fiep.

Sob a perspectiva da Produção e Fabricação, Hotz menciona a organização para compra conjunta de mercadorias e o mapeamento de linhas de créditos ao segmento. “Ainda no planejamento estratégico, surgiram ações como certificação dos produtos, estabelecer canais de comunicação com Cooperativas para visar tendências de mercado e necessidades, buscar parceiros para desenvolvimento de software para unificar os sistemas de gestão da empresa, criar central de disponibilidade de descartes industriais que podem ser uteis para outras empresas, dentre outras”, salienta.

O próximo passo da CT de Material de Transporte e Equipamentos para o Agronegócio é realizar encontros dos grupos de trabalho, quinzenais ou a cada 20 dias, para que afinem o plano de ação e estipulem responsabilidades e cronogramas. “O primeiro grupo deve se reunir ainda neste mês. Já as reuniões integradas da CT estão previstas para acontecer a cada 60 dias de forma itinerante nas cidades-sede das empresas que as constitui”, relata o consultor do Sebrae/PR, Emerson Durso.

São parceiros estratégicos da CT o Sebrae/PR; a Fiep/Sesi/Senai; Itaipu e Parque Tecnológico Itaipu (PTI); Coordenadoria das Associações Comerciais do Oeste do Paraná (Caciopar); o Sindimetal; as associações comerciais e empresariais da região; cooperativas agropecuárias e cooperativas de créditos; parques tecnológicos locais e universidades.

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