Mercado Imobiliário: tendência de aumento de preços

O valor médio do metro quadrado dos imóveis residenciais usados em Curitiba está congelado há 12 meses e os preços praticados já estão no patamar mínimo de avaliação e oferta

Os valores médios do metro quadrado dos imóveis residenciais usados em Curitiba estão congelados há um ano e a tendência é a de que nos próximos meses os preços comecem a aumentar por vários motivos naturais como, por exemplo, a perda de atratividade do investimento em papéis, por conta da redução de juros; melhora no cenário econômico; o repasse de correções estagnadas; e as aquisições por parte daqueles que estavam aguardando o mercado chegar no menor nível possível de preços.

“De maneira geral os imóveis já chegaram no patamar mínimo de avaliação e oferta, ou seja, não há margem para que vejamos redução de preços, apenas as correções, que em pouco tempo, devem começar a impactar o setor, ou seja, o melhor momento para compra é esse”, destaca a coordenadora de vendas da Rede Imóveis, Luciane Nardelli. A Rede Imóveis é uma associação formada pelas 13 mais tradicionais imobiliárias de Curitiba, que concentram mais de 7,5 mil imóveis.

Sinais aparentes

Segundo Luciane, os últimos dados do Secovi-PR mostram que o valor do metro quadrado residencial desde abril de 2016 até agora se manteve na casa dos R$ 3,5 mil e a oferta destes imóveis também está, praticamente, estagnada.

A especialista atenta ainda ao fato de que as construtoras e incorporadoras iniciaram o lançamento de novas unidades, tanto que a ADEMI-PR divulgou o início da retomada deste setor, com dados de fevereiro apontando que o volume de lançamentos praticamente triplicou, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Ainda de acordo com Luciane, recentemente o Secovi-PR divulgou que o mercado curitibano atingiu o maior nível de locação dos últimos 19 anos. “Esse é um reflexo direto de que as pessoas estão aguardando melhores condições econômicas ou mesmo de preços mais baixos para realizar a compra”, enfatiza. “Muitos ainda têm a esperança de que os preços baixem, mas isso não irá acontecer, bem pelo contrário podem subir”, pontua.

De acordo com a especialista, os primeiros bairros a sentir essa adequação de preços devem ser justamente aqueles onde estão sendo construídos estes novos empreendimentos. “Os lançamentos ajudam a criar uma tendência de valor no entorno de onde estão sendo implantados, principalmente, porque os custos construtivos certamente irão receber todos os reajustes e correções ocorridas no período”, explica.

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