Obesidade é fator de risco para o desenvolvimento de doenças renais

Doença renal crônica e obesidade, uma combinação silenciosa que merece atenção especial e, acima de tudo, precaução. Segundo a nefrologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Cynthia M. Borges, a prevenção é fundamental, já que a disfunção ainda não tem cura.

“Hábitos de vida saudável, dieta equilibrada, controle do nível de açúcar no sangue e pressão arterial, ingestão de água, não fumar e sono reparador são essenciais para combater o risco de desenvolver doença renal crônica (DRC), especialmente, quando associado à obesidade”, indica.

De acordo com a especialista, a preocupação se deve porque com a obesidade as duas principais causas da DRC – diabetes tipo 2 e hipertensão arterial sistêmica -, exigem mais do rim. “Mais sangue chega ao tecido renal, devido ao aumento da demanda metabólica, e, consequentemente, a causa hiperfiltração, que, em longo prazo, resulta na DRC.”, explica a médica.

Dados divulgados recentemente em relatório conjunto da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e a Organização Pan-americana de Saúde (Opas) apontam que quase 30 milhões de brasileiros adultos estão obesos. O estudo também revela que, em 2025, a obesidade afetará mais de 700 milhões de adultos e 75 milhões de crianças no mundo.

“Em alguns casos, a principal consequência dessa desastrosa combinação é a falência dos rins órgãos e a necessidade de diálise ou transplante renal”, salienta a nefrologista.

Para quem sofre de diabetes tipo 2, hipertensão arterial sistêmica ou dislipidemia (presença de níveis elevados ou anormais de lipídios e/ou lipoproteínas no sangue) associados à obesidade, é recomendável a introdução de medicamentos para controle do quadro clínico do paciente.

Em casos ainda mais graves, quando o índice de massa corpórea for maior que 40Kg/m² e houver risco aumentando de complicações cardiovasculares, como  infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC) e a própria DRC,  pode ser necessária uma intervenção cirúrgica, como a bariátrica.

 

COMPLEXO HOSPITALAR EDMUNDO VASCONCELOS

Localizado ao lado do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, o Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos atua em mais de 50 especialidades e conta com cerca de 1.400 médicos. Realiza aproximadamente 12 mil procedimentos cirúrgicos, 13 mil internações, 230 mil consultas ambulatoriais, 145 mil atendimentos de Pronto-Socorro e 1,45 milhão de exames por ano. Dentre os selos e certificações obtidos pela instituição, destaca-se a Acreditação Hospitalar Nível 3 – Excelência em Gestão, concedida pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) e o Prêmio Melhores Empresas para Trabalhar no Brasil, conquistado pelo sexto ano consecutivo em 2016.

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