Sete motivos para adotar um Plano de Negócios na abertura de bares e restaurantes

Especialista na gestão de bares e restaurantes, Léo Texeira, sócio-diretor da NaMesa Consultoria, revela as razões para adotar uma ferramenta essencial ao planejamento de novos negócios.

Sabemos o quanto os reality shows de gastronomia estimulam os amantes da boa mesa a ingressar na área, mas para ter um restaurante de sucesso não basta gostar e saber cozinhar. A realidade de um empreendimento gastronômico pode ser bem difícil com a falta de um planejamento.

“As histórias parecem sempre as mesmas, um grande sonho e pouca informação. Na prática, os empreendedores se deparam com a concorrência acirrada, falta de capital de giro, dificuldades com a antecipação de recebíveis e o despreparo da mão de obra”, afirma Texeira.

Dados da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) mostram que 35% dos novos empreendimentos fecham antes do primeiro ano. “Na maioria das vezes, os aventureiros são ex-funcionários que decidem abrir seu próprio bar ou restaurante acreditando que a experiência na área é o suficiente para o sucesso, mas esquecem do principal, estabelecer um planejamento eficaz, contínuo e com uma análise realista dos fatores críticos para a viabilidade do negócio”, aponta o consultor.

A elaboração de um plano de negócios e um planejamento estratégico aumentam em 60% a chance de um empreendimento ser bem-sucedido. Sendo assim, o especialista elencou sete motivos à adoção destas ferramentas de gestão em bares e restaurantes:

1. Aprimorar a ideia do negócio, tornando-a clara e de fácil entendimento, a partir da avaliação da empresa do ponto de vista mercadológico, operacional e financeiro;

2. Facilitar a apresentação do negócio e valorizá-lo frente a possíveis sócios, investidores e fornecedores, contribuindo para as negociações de apoio;

3. Suporte na previsão do número de funcionários necessários em cada setor do restaurante e no perfil e atributos desejáveis desses funcionários, direcionando sua contratação e orientando a designação de tarefas;

4. Possibilitar a simulação de situações favoráveis e desfavoráveis para o planejamento prévio de ocorrências de crise. Exemplo: vendas abaixo do previsto, diminuição ou aumento do quadro de funcionários, entre outros;

5. Permitir a gestão de forma mais eficaz e tomar decisões acertadas, minimizando os riscos e potencializando os resultados, diante da consciência dos aspectos fortes e frágeis;

6. Analisar o aporte de recursos necessários à implantação do negócio, sua lucratividade e rentabilidade; além da viabilização econômica para captação de investimentos;

7. Avaliar a evolução do empreendimento ao longo de sua implantação e apoio nas estratégias de crescimento do negócio.

O especialista conclui que “o plano de negócios e o planejamento estratégico servem como guias para o empreendedor e devem ser elaborados antes de qualquer ação, seja da definição do ponto comercial ou na compra de equipamentos, pois já presenciamos muitos negócios que tinham tudo para dar certo, mas estavam no ponto errado”.

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