Tabagismo vai matar 8 milhões de pessoas por ano em todo o mundo, diz OMS

As doenças e mortes causadas em virtude do hábito de fumar atingem dados alarmantes. Os números vêm crescendo e, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, em estudo divulgado em janeiro, o tabagismo custa anualmente cerca de US$ 1 trilhão em saúde e perda de produtividade e a estimativa é atingir 8 milhões de mortes por ano em todo o mundo. Segundo o estudo, atualmente o uso do fumo é a maior causa evitável de morte globalmente.

Os fumantes, ao menos a maioria deles, conhecem os riscos e sabem dos males, mas, ainda assim, muitos não conseguem deixar o consumo sozinhos. O vício é químico e psicológico, ambos muitos difíceis de serem abandonados sem o acompanhamento de especialistas.

A lista das doenças decorrentes do cigarro é bastante extensa. “Entre elas podemos citar vários tipos de cânceres além de alergias e doenças respiratórias. Dificuldade de concentração e memorização, além de disfunção sexual e tantas outras enfermidades também podem fazer parte dessa lista”, explica a diretora médica do Laboratório Frischmann Ainsergart, Myrna Campagnoli.

Os números de mortes vêm aumentando ano a ano podendo chegar a marca de 10 milhões de óbitos por ano, em todo mundo, já em 2030, segundo o Instituto Nacional do Câncer – INCA. A Fundação do Câncer, por exemplo, diz que o tabagismo está relacionado a, pelo menos, 50 tipos de doenças, que levam ao óbito, em todo mundo, cerca de 10 mil pessoas por dia.

O cigarro contém, aproximadamente, 4.720 substâncias tóxicas, das quais pelo menos 70 são cancerígenas. A organização ressalta, ainda, que ex-fumantes precisaram tentar de 3 a 4 vezes até conseguirem parar definitivamente. Isso acontece porque o tabagismo é uma dependência, sendo que um dos componentes do tabaco, presente no cigarro, cachimbo, charuto e outros, é a nicotina, substância responsável por essa dependência.

Todas essas informações reforçam a importância de parar de fumar e os profissionais de saúde podem ajudar quem quer e precisa dar esse importante passo. “Converse com seu médico ou psicólogo, eles podem ajudar, orientar e acompanhar o paciente durante esse período. Existem também diversos programas de tratamento contra o tabagismo, na rede particular e na pública de Saúde, como por exemplo, no SUS – Sistema Único de Saúde, que oferece tratamento gratuito para fumantes”, completa.

 

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