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Tribunal concede nova perícia para vítima do Massacre de Realengo

João Tancredo, advogado da estudante Thayane Tavares Monteiro, umas vítimas que sobreviveu ao massacre na escola Tasso da Silveira, em Realengo, conseguiu reverter a decisão da juíza Fernanda Rosado de Souza, da 3ª Vara da Fazenda Pública, que havia negado o pedido de perícia para identificar todas necessidades da menina, causada pelo incidente, como a perda do movimento das pernas após ser baleada na tragédia de 7 de abril de 2011.

Segundo o advogado, a decisão do desembargador Adolpho Andrade Mello, da 9ª Câmara Cível, reformando a sentença da juíza, foi justa. A magistrada havia achado desnecessária a perícia, uma vez que caso o acordo não fosse cumprido a família poderia entrar em contato com a Prefeitura ou ir ao Juizado Especial. “Essa decisão tinha sido totalmente inaceitável, uma vez que sabemos a morosidade da nossa Justiça. As necessidades da Thayane são para agora e não para daqui a três meses ou mais”, afirmou Tancredo.

Na época do ocorrido, foi decidido que a Prefeitura ficaria responsável pelos cuidados com a estudante, mas a instituição deixou de fornecer os medicamentos e tratamentos. Por conta deste acordo não estar sendo cumprido, o advogado entrou com uma ação solicitando a perícia para, assim, cobrar o suporte do município. “A chacina em si já foi um acontecimento terrível para todos os estudantes, imagina ter que conviver com os reflexos dela por tanto tempo e ainda sem ajuda”, questiona o advogado. Segundo ele, o próximo passo será aguardar o resultado da perícia e, aí sim, reivindicar todos os direitos da vítima.

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