Cerca de 160 milhões de pessoas no mundo sofrem com catarata

Doença é causada, na maioria dos casos, pelo envelhecimento. Técnicas modernas de cirurgias são rápidas e seguras na resolução do problema

Todos os anos, milhares de pessoas no Brasil são diagnosticadas com catarata, um tipo de alteração ocular que torna opaco o cristalino (lente situada atrás da íris). No mundo, cerca de 160 milhões de pessoas sofrem de algum grau da doença, que afeta principalmente a população mais idosa, mas pode ocorrer entre os mais jovens. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a catarata ainda é uma das principais causas de cegueira no mundo e pode ser congênita ou adquirida. Felizmente, diversos procedimentos foram criados para combater o problema. A cirurgia ainda é o único meio eficiente para corrigi-la. No entanto, ainda existem mitos envolvendo a realização do procedimento.

“Muitos acreditam que a idade avançada possa comprometer a realização da cirurgia. Outros, que a catarata deve ficar mais ‘madura’ para operar. Mas, a medicina e as técnicas de cirurgias estão cada vez mais modernas e rápidas, o que faz com que não exista um tempo ou idade ideal para o tratamento da doença”, explica a oftalmologista Ana Paula Canto, da Clínica Canto. Ela lembra que há algumas décadas o paciente precisava tomar anestesia geral para ser submetido à cirurgia. Hoje, a técnica mais moderna (cirurgia a laser) é um procedimento microscópico, mas de alta complexidade. Com duração máxima de 30 minutos, o paciente recebe uma anestesia local e já sai do centro cirúrgico enxergando.

A cirurgia ocorre em duas etapas: a primeira consiste no laser, guiado por um computador e que faz todos os cortes necessários, dividindo a catarata em vários pedaços, e na segunda etapa, o cirurgião utiliza um aparelho de ultrassom para aspirar a catarata e implantar a lente intraocular artificial que cumprirá o papel do cristalino. “O paciente sai do centro cirúrgico com uma proteção de acrílico, enxergando e sem necessidade de internação”, assegura o oftalmologista Geraldo Canto, da Clínica Canto. “O tratamento tem altas taxas de sucesso. Após a cirurgia, o paciente fica curado”, salienta. Ele assinala, no entanto, que a recomendação de tratamento cirúrgico não está relacionada à idade do paciente, mas do comprometimento visual.

Na cirurgia, sempre é realizada a substituição do cristalino opaco por uma lente intraocular. Existem diversos modelos e tipos de lentes. “As tóricas têm uma vantagem, pois corrigem não só a miopia e a hipermetropia, como também o astigmatismo; e as lentes multifocais permitem a independência quase completa dos óculos após a cirurgia, restabelecendo a visão para perto e longe”, informa Dr. Geraldo Canto. Mas apesar da cirurgia ajudar a reduzir o uso de óculos (para cerca de 80% dos pacientes), parte das pessoas submetidas ao procedimento ainda necessitam utilizar o óculos de grau.

“É possível dar adeus ao uso dos óculos com as lentes multifocais, que têm foco para longe, intermediário e perto. Porém, alguns pacientes optam ou só podem implantar as lentes monofocais, que possuem foco só para longe ou só para perto, fazendo com que o uso do acessório seja imprescindível”, esclarece a Dra. Ana Paula Canto. “É importante lembrar que todos os indivíduos devem passar por uma análise do especialista para ver qual tipo de lente deve ser usada em cada caso”. E ela acrescenta: “A cirurgia de catarata é extremamente segura e seus riscos são baixos, porém, é necessário que seja realizada por um cirurgião treinado e em um ambiente hospitalar adequado”.

Sobre a Clínica Canto
Com mais de 30 anos, a Clínica Canto, de Curitiba, oferece serviços de oftalmologia com médicos especializados, priorizando a qualidade diagnóstica e terapêutica para seus pacientes. Com duas unidades em Curitiba, no Centro e no Seminário, oferece moderna e completa infraestrutura para exames simples ou de alta complexidade e cirurgias oftalmológicas. Mais informações no site www.clinicacanto.com.br.

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