EndoSul 2017 reúne experts para debater a melhor forma de tratamento do diabetes

Novos medicamentos são todos iguais no combate às complicações do diabetes tipo 2? Qual droga produz menos efeitos secundários ao paciente? Seria melhor submeter estes pacientes ao tratamento cirúrgico para obter a remissão da doença? Essas e outras questões serão tratadas no Congresso em Curitiba

O diabetes vem sendo apontado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma das quatro principais doenças crônicas não transmissíveis no mundo. Trata-se, portanto, de um importante problema de saúde pública. A estimativa da entidade é que em 2030 o diabetes seja a sétima maior causa de morte, face à evolução da doença na última década. A epidemia de diabetes é uma emergência global. Entre as complicações associadas ao diabetes estão o ataque cardíaco, o acidente vascular cerebral, a falência renal, a amputação de membros inferiores, a perda de visão e oa danos neurológicos.

A prevenção, o controle e os mais novos tratamentos do diabetes serão temas de inúmeros painéis durante o 11º EndoSul 2017, evento promovido pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – Regional Paraná (SBEM-PR), que acontece dias 4, 5 e 6 de agosto, na Associação Médica do Paraná, em Curitiba. Logo no primeiro dia, um debate reunirá profissionais com expertise no assunto para falar sobre os medicamentos inibidores de SGLT2.  Afinal, os três fármacos comercializados no país são todos iguais? Qual medicamento oferece melhor eficácia e segurança no tratamento da doença? Os efeitos sobre a massa óssea, coração e rim são os mesmos nos medicamentos disponíveis no Brasil?

Entre os mais novos medicamentos orais indicados para o tratamento de pacientes com diabetes mellitus tipo 2 estão os chamados inibidores de SGLT2 (canagliflozina, dapagliflozina e empagliflozina). Aliado à recomendação de uma alimentação saudável e prática de exercícios físicos, as drogas são indicadas para melhorar o controle glicêmico, controlar a pressão arterial e reduzir o peso dos diabéticos.

O debate terá como moderadora a endocrinologista Silmara Leite, presidente da SBEM-PR, que enfatiza a importância de discutir os novos medicamentos sob o ponto de vista de outros efeitos que vão além do controle da glicemia, podendo ser benéficos ou maléficos.

“Atualmente existem 14 opções de medicamentos orais, além dos injetáveis e insulina para o tratamento do diabetes e os endocrinologistas se deparam diariamente no consultório com o dilema de escolher a melhor opção terapêutica para cada paciente”, argumenta a endocrinologista Silmara Leite.

Todas as classes terapêuticas serão discutidas durante o Congresso para tentar ajudar os clínicos na escolha do tratamento levando em conta Eficácia, Segurança, Experiência Clínica Robusta, Efeito no Peso, Risco de Hipoglicemia, Potencial Benefício Cardiovascular, Satisfação do Paciente e Custo. “A classe das gliflozinas (inibidores de SGLT2) foi especialmente escolhida para o debate inicial devido aos resultados recentes de grandes estudos mostrando efeitos significativamente positivos, salvando vidas de pacientes previamente infartados e que, por outro lado, também apresentaram efeitos negativos, com aumento de amputações em pacientes de alto risco”, destaca a médica.

Ainda sobre o diabetes, existe a opção de cirurgia para a remissão da doença. “Como é de conhecimento geral, o jogador de futebol Romário foi submetido a uma cirurgia bariátrica com objetivo de obter a remissão do diabetes. Este assunto também será debatido no Congresso com a visão do clínico e do cirurgião sobre a possibilidade de indicar a cirurgia bariátrica em situações especiais”, afirma a presidente da SBEM-PR.

A médica endocrinologista Silmara Leite, presidente da SBEM-PR (Bebel Ritzmann)

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