Faturamento do setor de máquinas e equipamentos cresce 24%, em maio

Dados conjunturais de maio da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) divulgados hoje, apresentaram recuperação no faturamento, nas importações e nas exportações em relação ao fraco mês de abril. O destaque ficou para o crescimento de 24% nas vendas da Indústria de Bens de Capital. Na comparação interanual, o crescimento foi de 5,3%, interrompendo uma sequência de 25 quedas consecutivas.

A curva de recuperação de abril a maio não representa retomada no crescimento, uma vez que é considerado um comportamento sazonal desta época do ano e também devido às incertezas políticas somadas à nova crise de confiança causada pela delação da JBS. Os recentes eventos políticos também aumentaram sensivelmente o risco país, além de interromper um clima de otimismo projetado no início do ano de aumento de 5% na receita líquida.

Mesmo com um maior fechamento de negócios, no primeiro quadrimestre, com a realização de diversas feiras do setor, a expectativa da Abimaq é fechar o ano de 2017 em queda, acumulando o quarto ano consecutivo sem crescimento no faturamento. Segundo a Abimaq, é preciso aproveitar a inflação baixa para ajustar o câmbio o que abriria um enorme espaço para a indústria voltar a respirar. Atualmente, analisa a entidade, mesmo com o câmbio a R$/US$ 3,30 no mês de junho, ele ainda está 20% abaixo do ideal para tornar-se competitivo.

A indústria brasileira de máquinas e equipamentos revelou também que emprega 291,2 mil pessoas, número que representa uma redução de 0,2% em relação ao mês anterior. Desde 2013, quando teve início a queda de faturamento da indústria de máquinas, já foram eliminados quase 90 mil postos de trabalho no setor.

O crescimento, em maio, registrado no consumo aparente do setor – ou seja, indicador que mede a produção interna mais importações e exclui exportações – totalizou um saldo positivo no investimento de 20,6% em relação a abril. No entanto, houve retração de 13%, a 11.ª queda consecutiva na comparação interanual.

As exportações brasileiras de máquinas e equipamentos também inverteu a curva de queda de abril de 34% e registrou em maio retomada de 12,3% marcadas pelo crescimento de quase todos os grupos de máquinas.  Saldo positivo também nas importações, que depois de queda de 33% em abril, teve um aumento de 8,7%. O crescimento foi observado em quase todos os setores compradores de máquinas.

A Abimaq divulgou ainda o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci), que havia recuado fortemente no mês de abril.  Em maio, o Nuci foi 4,8% superior ao mês anterior e 3,7% maior que o do mesmo mês de 2016. A carteira de pedidos, medida em meses, voltou a apontar recuperação após a queda de 8% no mês de abril, mas, ainda assim, encontra-se 6% abaixo do nível de 2016.