Gestores da educação adventista participam de projeto na Amazônia

Um grupo de professores, diretores e vices, administradores e tesoureiros da rede adventista de educação de Curitiba vai destinar parte dos seus dias de férias, no próximo mês de julho, para ‘trabalhar’. Sim, os profissionais, vão aproveitar a pausa do ano letivo, para realizar atividades voluntárias com a população amazônica em um projeto denominado, Salva Vidas Amazônia. O foco da equipe está em levar serviços de utilidade pública para os moradores carentes, contudo terão que exercitar entre si o processo de envolvimento, propósito, trabalho em equipe e liderança.

“O trabalho com a comunidade carente e com uma cultura bastante diferente da nossa, ajuda o profissional  a ter um outro olhar do ser humano. Além de poder contribuir com essa população levando atividades técnicas, acreditamos que, ao final do processo, o grupo adquirirá bagagem que vai auxiliar em trabalhos de gestão e responsabilidade social que realizamos ao longo do ano”, explica Jeferson Elias de Souza, diretor de Educação da Associação Adventista Central Paranaense.

O grupo realizará o trabalho social em Coari, município distante duas horas de avião da capital Manaus ou 12 horas por via fluvial. As atividades serão nas comunidades ribeirinhas de Marajó, Arapari, Buiuçusinho, Patoá, localizadas  entre uma e três horas de barco de Coari.

“Vamos auxiliar crianças e adultos em regiões isoladas e carentes do Amazonas; reforçar a consciência social dos participantes; ampliar o entrosamento da equipe; motivar o grupo”, destaca Souza.

Atividades

Divididos em equipes, os gestores realizarão diversas atividades de acordo com as habilidades de cada pessoa:

– Recreação infantil;

– Feira de saúde adultos / infantil (stands com cuidados básicos de saúde, higiene, alimentação, idade biológica, orientações…);

– Feira de saúde kids;

– Palestra escolar sobre higiene pessoal;

– Construção de banheiros em comunidade ribeirinha;

– Pintura de uma casa/base de atendimento em Arapari;

– Visitas e pesquisa nas casas das comunidades.

Um dos destaques será a Feira de Saúde Kids. De forma divertida e interativa, os gestores irão atuar junto às crianças com atividades relacionadas a um estilo de vida mais saudável e feliz.

A oficina será organizada em oito espaços diferenciados, chamados de estações. As atividades variam entre: culinária divertida, água, ar puro, repouso, exercício físico, luz solar, alimentação e alegria.

“Grandes mudanças começam com pequenas atitudes. Sendo assim, as famílias serão influenciadas por seus filhos, que, atentos às atividades propostas, podem colocar imediatamente em prática o aprendizado, causando assim impacto na saúde de toda a família”, conclui o diretor.

 

Perfil das comunidades

Marajó – localizada no Lago de Coari Grande, cerca de 1h40min de “rabeta” (eixo com hélice acoplado a um motor na popa de uma canoa/bote) do município de Coari . Nela moram 12 famílias em sua maioria dependentes de programas do Governo Federal. Sem água encanada, energia, centro social, escola ou posto de saúde, e conta apenas com uma fossa séptica (extremamente precária) em toda comunidade. Irão construir e pintar três (3) banheiros comunitários para a comunidade, realizar uma Feira de Saúde Infantil,  além de visitas.

Arapari – comunidade mista (indígenas e ribeirinhos) localizada no Lago de Coari Grande, cerca de 2h de “rabeta” até Coari. A comunidade possui em torno de 18 famílias onde as fontes de renda variam entre: corte de madeira, pesca e programas de bolsas do Governo Federal. A comunidade não possui poço artesiano, água encanada, posto de saúde, e energia, mas tem escola e banheiros. O objetivo é fortalecer os adventistas ainda fiéis na comunidade ajudando na pintura da Casa dos Missionários que morarão lá, realizar uma Feira de Saúde Infantil e visitar os moradores da comunidade.

Patoá – O nome completo da comunidade é São Sebastião do Patoá. Essa comunidade é de origem indígena e também fica localizada no Lago de Coari Grande à distância de 1h10min de “rabeta” até Coari. Na comunidade moram 14 famílias. Ela possui um colégio em estado precário, não possui água encanada, energia 24hrs, posto de saúde. A principal fonte de subsistência é a pesca e outros programas do Governo Federal. Irão compartilhar os princípios da mensagem de saúde por meio da Feira de Saúde, realizar visitas missionárias, recreação infantil e uma palestra no colégio local.

Buiuçusinho – também fica no Lago de Coari Grande, cerca de 3h de “rabeta” até Coari. Irão realizar visitas com um formulário para pesquisa de campo, com o objetivo de coletar informações e descobrir as principais necessidades e dificuldades dos moradores locais.