Investimento em capital humano é a chave para melhorar a produtividade das empresas brasileiras

Tema será o destaque do Seminário de 5 Anos do Instituto Brasileiro de Governança Trabalhista (IBGTr), que acontece na próxima semana

A produtividade e a competitividade das empresas brasileiras têm caído nos últimos anos. Uma pesquisa elaborada pela escola de negócios suíça IMD com os países mais competitivos do mundo mostra que o Brasil ficou em 61ª lugar entre as 63 economias avaliadas, perdendo apenas para Mongólia (62) e Venezuela (63). Atualmente considerado o segundo pior da América, o Brasil estava na 57ª posição no ano passado.

“O Brasil é um dos piores países em produtividade. Falta investimento em infraestrutura e em pessoas. Só assim poderemos reverter este quadro e melhorar nossos indicadores de produtividade”, afirma o doutor e mestre em finanças e estratégia empresarial, consultor e professor da FAE, UTFPR e IBMEC, Armando Rasoto, um dos palestrantes do Seminário de 5 anos do Instituto Brasileiro de Governança Trabalhista (IBGTr). O seminário, que acontece no dia 28 de junho, terá como tema principal a importância do ROI sobre o Capital Humano.

Na avaliação de Rasoto, ainda falta no Brasil a cultura de investir na capacitação e formação dos colaboradores. “Investimentos em pessoas, treinamento, desenvolvimento, bolsa de estudos, melhoria da capacitação profissional. Esses são investimentos que geram retorno, mas os empresários ainda têm dificuldade em visualizar e mensurar o retorno que isso traz para a companhia”, diz.

O Retorno sobre Investimento (ROI) é um indicador utilizado pela maioria das empresas para medir os resultados econômicos e financeiros de seus investimentos. No caso do capital humano, ele é medido com base nos resultados de projetos em que os trabalhadores estejam envolvidos. “Quanto mais qualificados são os trabalhadores, melhores resultados eles apresentam. Infelizmente, com a crise, a primeira coisa que se corta é o investimento em capacitação, bolsas e treinamento in company”, afirma Rasoto.

Segundo a administradora e pesquisadora Andreia Ramos, existem inúmeras fórmulas voltadas ao capital humano. “O que de mais consistente foi encontrado por meio da pesquisa foi a metodologia  ROI para programas de RH de Jack Philips. Possui uma abordagem sistemática e é composta por seis níveis de avaliação: custos, reação, aprendizagem, aplicação/implementação, impacto, ROI e intangíveis. Destaca-se pelo conservadorismo e por apresentar técnicas para isolar os efeitos do programa. Dentre os aspectos positivos que a adoção deste tipo de mensuração traz, estão a possibilidade de mostrar as contribuições do programa, ganhar a confiança e respeito dos envolvidos, justificar orçamentos, manter programas de sucesso e eliminar ou melhorar os ineficazes”, explica.

Rasoto explica que o ROI também é uma maneira de as empresas justificarem o resultado dos seus investimentos para seus funcionários. “Quem investe no colaborador tem mais probabilidade de ter um retorno melhor. Investimento no profissional traz motivação para resultados”, destaca.

Mais informações sobre o Seminário de 5 anos do IBGTr e a programação completa do evento estão disponíveis no site www.ibgtr.com.br.