Maringá em Foco, da CBN, discute a Tecnologia da Informação

A edição do evento Maringá em Foco, promovido pela rádio CBN local no dia 20 de junho debateu a Tecnologia da Informação.  O evento, patrocinado pela Software by Maringá (SbM), discutiu o desenvolvimento de novas tecnologias e o impacto das mesmas na vida das pessoas, o ambiente econômico, a necessidade de modernização das legislações trabalhista e tributária e como Maringá está inserida neste contexto.

A abertura do evento foi feita pelo diretor comercial da emissora, José Roberto Mattos que enfatizou a tendência do Maringá em Foco de discutir o futuro da cidade.

O historiador e âncora da CBN, Gilson Aguiar, comandou a conversa que contou com as presenças dos empresários Rafaela Campos Benatti, presidente da Software by Maringá e diretora da Strada Soluções; Ilson Rezende, presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico (Codem) e diretor da Db1 Global Software; Clemilson Correa, CEO da BySoft; e Francielo Aguilieri, da GetCard Host.

Gilson Aguiar questionou os convidados sobre o papel da tecnologia na sociedade. Para Rafaela Campos, o desenvolvimento tecnológico promove a democratização do mundo. Ela citou várias inovações dos últimos anos que facilitaram a vida das pessoas, inclusive diminuindo custos, como ensino a distância, Uber, Waze, entre outros.

Segundo Ilson Rezende, a tecnologia alterou o sistema de trabalho, possibilitou maior conexão entre as pessoas, mudou a forma de se ver o mundo. Ele ressaltou que as cidades precisam estar preparadas para inovar, produzir novas tecnologias para solucionar problemas e diminuir custos.

Clemilson Correa lembrou que a digitalização do mundo é considerada a quarta revolução industrial. Ele também frisou o papel democrático da tecnologia da informação e lembrou que é preciso que todos se preocupem com a segurança dos seus dados.

Francielo Aguilieri citou que existe uma legislação que regula o uso da internet, mas que o fundamental é que as pessoas se conscientizem quanto aos perigos da rede e sobre a necessidade de implantação de processos de segurança.

Provocados sobre a comparação entre Maringá e o Vale do Sílicio, os debatedores discorreram sobre as dificuldades para o desenvolvimento de tecnologias e das próprias empresas no Brasil. Foram citados o atraso nas leis trabalhistas e a quantidade de ações na justiça, a grande incidência de tributos, e a falta de foco de muitos empresários e investidores.

“Nosso ecossistema não é maduro como o do Vale do Silício. Não temos investidores como lá e a cabeça de muitos empresários ainda estão no ativo físico e não no intangível. Muitos pegam as sobras e investem em imóveis. O grande desafio é criar um ambiente inovador, criar soluções altamente escaláveis e atrair investidores”, pontuou Ilson Rezende.

Clemilson Correa falou da importância de investir na base, possibilitando que as escolas ensinem as crianças a programar, como acontece em alguns países mais desenvolvidos. Ele falou ainda da necessidade de realização de mudanças estruturais no Brasil para permitir o maior desenvolvimento das empresas.

Rafaela Campos frisou que o lançamento de novas tecnologias pode envolver grandes investimentos em marketing. Ela concordou que deve haver mudanças nas leis, mas frisou que é fundamental a mudança de mentalidade dos empresários para maximizar o potencial inovador das empresas e criar tecnologias disruptivas.

Ilson Rezende disse que a primeira pergunta que o empresário deve fazer é “o que podemos fazer com nossas potencialidades”. Ele acrescentou que o Vale do Silício também tem seus problemas, diferentes do Brasil, mas, finalizou afirmando que “empreender também é correr riscos”.