Nova frente fria: Itaipu se prepara para mitigar o aumento da vazão do Rio Paraná

A usina de Itaipu está trabalhando para mitigar os possíveis riscos de uma cheia provocada pelo aumento do volume de água no reservatório, nos próximos dias, com a previsão de mais chuvas. Não chove apenas na região da fronteira do Brasil com o Paraguai, mas em toda a bacia do Rio Paraná, que já está com um bom volume de água. Com isso, é necessário trabalhar para reduzir o risco de inundações no bairro San Rafael, em Ciudad del Este, no Paraguai.

A usina voltou a verter de forma ininterrupta neste sábado, 03. No comecinho da tarde, mais de 3.500 metros cúbicos de água por segundo passavam pelo vertedouro, o equivalente a duas Cataratas do Iguaçu. O show das águas, um espetáculo para os turistas, ocorre em função do excedente da matéria-prima não usada para a geração de energia.

Em cenários assim, com possibilidade de aumento do volume de água no reservatório, quando ele já está cheio, a Itaipu leva em consideração sempre quatros pontos imprescindíveis do ponto de vista operacional e diplomático: a segurança da barragem, a gestão do Acordo Tripartite-Corpus, o melhor aproveitamento da matéria-prima para a geração de energia e ações para reduzir os impactos causados pelo excesso de chuva.

A usina usa toda a vazão que chega para gerar energia elétrica e só despeja pelo vertedouro o excedente, a sobra de água. Não fosse a barragem, essa água toda seguiria o curso natural do rio e as enchentes seriam inevitáveis e com maior frequência. Quando há risco imediato de inundação, o Comitê de Cheia é acionado e todos os os orgãos da Defesa Civil são informados para adotar as medidas cabíveis.

Em relação à segurança da barragem, Itaipu conta com mais de 2.500 instrumentos para acompanhar o comportamento das estruturas de concreto e da fundação das suas barragens (a de concreto é uma delas, mas o complexo inclui barragens de enrocamento – pedra – e terra), além de 5.295 drenos e do próprio vertedouro, com capacidade para vazão de 60 mil metros cúbicos por segundo. O controle contribui para a robustez do empreendimento.

Quando a enchente é inevitavel, é preciso levar em consideração também a gestão do Acordo Tripartite, que rege as relações entre Brasil, Paraguai e Argentina para o aproveitamento dos recursos propiciados pelo Rio Paraná. A área operacional de Itaipu procura atender os limites de atuação da usina que possam ter implicações em território argentino.

Com a previsão da chegada de vazão acima de 19 mil metros cúbicos de água por segundo, e com o reservatório já cheio, a usina não tem como usar toda a água que chega e é obrigada, mesmo produzindo em carga máxima, a verter o restante.   <imprensa.itaipu@cliptime.com.br>

Fotos: Alexandre Marchetti

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