Saiba qual capacete é o mais indicado para cada motociclista

Capacetes são itens de segurança obrigatórios para qualquer condutor de motocicletas. Com uma grande variedade de produtos e modelos no mercado, o motoqueiro pode ter dúvidas na hora de escolher que capacete usar, para qual tipo de atividade. As dicas gerais são equipamentos confortáveis, com boas estruturas internas, sistemas de ventilação e segurança, comprovada pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). No entanto, algumas especificações precisam ser observadas, caso o motociclista queira se aventurar em altas velocidades ou longas viagens, mas também para os que usam a moto no dia, para lazer e o trabalho. Há opções de diversos preços.

 

Amantes da velocidade

Os motociclistas amantes da velocidade devem investir em capacetes que acompanhem o desempenho de motos com mais de 600 cc. São indicados equipamentos mais estáveis e mais seguros, semelhantes aos dos pilotos profissionais. A aerodinâmica é uma importante característica a ser observada. As dicas servem também para aqueles que pretendem fazer longas viagens de moto. Por serem recheados de especificações, os modelos podem ser mais caros.

Entre as empresas que atuam com produtos de alta performance, a fabricante de capacete AGV tem equipamentos projetados de fora para dentro, começando com os componentes que ficam em maior contato com a cabeça para depois o design da superfície, visando segurança, leveza e dimensões compactas. Os produtos mais caros da AVG são fabricados em fibra de carbono de vidro, com sistema de ventilação integrado e interior de lycra respirável com tratamento antialérgico. O forro sai e é lavável, o que facilita a manutenção. As viseiras em policarbonato têm quatro pontos de contato e são fáceis de remover, caso seja necessária alguma substituição. O capacete tem ainda pintura resistente a riscos. O valor pode chegar a R$ 4 mil.

Os modelos de capacete LS2 prometem experiência similar a das pistas de motovelocidade, usando a mesma tecnologia que a empresa desenvolve para profissionais do Mundial de Superbike. Os capacetes mais caros são feitos com fibra de carbono ou material tricomposto e trazem proteção UV, viseira com película que evita o equipamento embaçar, forro antialérgico, removível e lavável, entradas de ar frontal e superior, narigueira removível e pintura resistente a riscos. O preço chega a R$ 2 mil.

O capacete Bell também é conhecido por produtos de alta performance focados no perfil aerodinâmico em prol de estabilidade e redução da vibração e da elevação do equipamento quando em altas velocidades. Os produtos com preços mais altos são feitos com matéria-prima composta de kevlar, fibra de carbono e fibra de vidro. O forro interno é removível, lavável e vem com tratamento anti-fungos por meio de filamentos de prata. Alguns modelos trazem bolsos internos para inserção de intercomunicadores. A viseira também tem sistema anti-embaçante, anti-riscos e com proteção UV. A ventilação fica por conta de dez entradas e quatro saídas de ar. O capacete chega a custar R$ 2.700.

 

Dia a dia com a moto

Para andar de moto nas cidades ou fazer viagens pequenas, o motociclista não vai precisar de um equipamento de alta performance. Se o condutor tem uma moto de até 600 cc e usa para lazer leve e deslocamentos relativamente curtos, um capacete com boa densidade interna, adequada para a absorção de choques e que impeça a vibração da cabeça é suficiente.

A marca LS2 atua com modelos em diversas faixas de preços para serem usados no dia a dia. Produtos com preços próximos a R$ 550 contam com cascos desenvolvidos em resina termoplástica ABS de alta pressão e forro sintético antialérgico, removível e lavável. Alguns modelos podem trazer viseira flat em policarbonato de 2mm, conhecidas pela menor distorção ótica. Equipamentos adicionais como narigueira e bavete garantem mais conforto e segurança.

Os capacetes para o dia a dia da AGV são produzidos em resina termoplástica de alta resistência e interior em dry-lex tratado, forro removível e lavável. A viseira em policarbonato tem proteção antirrisco e antiembaçante, além de sistema de fácil remoção. O equipamento tem ainda design que possibilita ventilação, com extratores traseiros que colaboram com a aerodinâmica. Os preços partem de R$ 900.

A Bell também oferece uma linha de produtos para pilotagem urbana e viagens curtas. Alguns equipamentos têm casco em policarbonato e sistema de ventilação para maior resfriamento. Além de forração interna com absorção de umidade e tratamento antibacteriano, certos modelos podem vir com acabamento acolchoado na volta do pescoço para reduzir a entrada de vento e ruídos. A viseira também é de fácil ajuste, remoção e possuem películas anti-embaçante, anti-riscos e com proteção UV. O valor médio é de R$ 600.

 

Trabalhando com a motocicleta

Pessoas que trabalham com a moto nas cidades, como entregadores e motofretistas, por exemplo, podem ser beneficiados com capacetes articulados, que podem ser abertos sem a necessidade de tirar da cabeça. Algumas marcas trabalham com modelos escamoteáveis que têm a segurança dos equipamentos fechados e a versatilidade dos capacetes abertos.

Os capacetes escamoteáveis da AGV prometem conforto e praticidade. Com casco em resina termoplástica de alta resistência, os equipamentos têm todos os componentes internos removíveis e laváveis. A forração em tecido respirável, contra umidade e antialérgico é acolchoada e sem costuras nas áreas sensíveis. O capacete tem três entradas de ar frontais e um escape traseiro, além de dois extratores laterais. A viseira é em policarbonato, resistente a riscos e antiembaçante, com proteção UV. O preço chega a R$ 1.700.

A LS2 tem modelos na faixa de R$ 900, produzidos em até três materiais conjugados: policarbonato, resina termoplástica e kevlar. Os equipamentos têm viseira de troca rápida, com proteção UV e óculos escuros internos. Entre os equipamentos adicionais estão bavete e narigueira removíveis, assim como a forração, que é hipoalérgica e lavável.