Trabalho autônomo gera renda para mais de  22 milhões de brasileiros; diz pesquisa; profissão de assistente virtual gera renda de R$800 a R$ 3mil

Entre os prestadores de  serviços procurados pelo mercado estão aqueles que executam  atividades de  backoffice;  secretárias remotas fazem renda de R$800 a R$3 mil mensais,  diz empreendedora do setor, Camile Just.

O Brasil vive um cenário economicamente gravíssimo: quase 14 milhões de desempregados, taxa de  desemprego recorde – 13,7% , no primeiro trimestre de 2017, conforme  levantamento realizado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua, IBGE). Os dados foram divulgados no último dia 31 de maio.

A Pnad Contínua (janeiro de 2017) mostrou que a informalidade teve aumento, o número de  empregados sem carteira assinada  (0,7%, para 10,147 milhões), enquanto o  números de  trabalhadores por conta própria tiveram aumento maior no acumulado de 2016  (1,2%, para 22,3 milhões).

Se de um lado existe esse contexto de cortes de postos de trabalho, na outra ponta existe um movimento de novas oportunidades criadas por mais de 22 milhões de brasileiros que trabalham por conta própria. Pelo mundo, essa tendência de carreira independente está presente nos Estados Unidos  e  em cinco países da Europa, totalizando  contingente de  49 milhões de pessoas  adeptas ao trabalho autônomo como principal fonte de renda (pesquisa da consultoria McKinsey).

Nesse contexto, as novas empreitadas de trabalho para quem deseja construir uma profissão autônoma, trabalhando a partir da internet, estão nas  microempresas, escritórios e  consultórios de profissionais liberais.

“Os pequenos empreendedores buscam  prestadores de serviços  administrativos e financeiros,  dentro do novo  formato de trabalho, à distância”, informa a empreendedora Camile Just que completa ainda: “O profissional assistente virtual executa o trabalho em home offices, coworkings; basta ter conexão com internet e um computador”,  afirma a empreendedora, Camile Just   (criadora do curso online de assistente virtual).

Mudança de mentalidade

Segundo Camile Just, a carreira independente requer comprometimento.  “Existem muitas oportunidades para pessoas com alta competência e que sejam multidisciplinares”, pontua Camile que explica ainda que: “Profissional multidisciplinar executa tarefas diversas, mas que exigem habilidades e competências específicas, se moldando ao que a empresa precisa”, afirma ela.

Camile conta que os serviços mais procurados são: atendimento ao cliente, SAC em e-commerce e outros tipos de plataformas e aplicativos; agendamento e confirmação de consultas para médicos e dentistas; gestão de e-mails e mídias sociais; controle financeiro, pagamento de contas e emissão de notas fiscais e boletos.

Quanto ao faturamento da secretária remota, Camile  conta que é variável, gira entre R$800 a R$ 3 mil mensais.

Qualidade de vida

Para quem contrata a secretária remota as vantagens são inúmeras. “Essa profissional  leva  aos  pequenos e médios empreendimentos a expertise apreendida em grandes organizações,  implementa processos inovadores de gestão, sem a necessidade de capacitá-la, liberando o empreendedor para dedicação às  áreas estratégicas do negócio ”, informa Camile.

Quem escolhe  a profissão de assistente virtual ganha flexibilidade na agenda. “Essa nova profissão  atende aos anseios daqueles  que desejam assumir o controle da carreira, flexibilidade do tempo e melhoria na  qualidade de vida”, frisa a professora.

Nova carreira  e capacitação

Qualidade de vida e propósito atraíram a fotógrafa Rachel Faleiros (Morungaba, São Paulo) para a profissão de assistente virtual –  alternativa para complementação de renda.  “A chance de poder constituir e gerir o próprio negócio é gratificante. Exige muita habilidade e responsabilidade”, afirma Rachel.

A profissão de secretária remota atrai também profissionais experientes. É o caso de Rozane Lopes (Araxá, Minas Gerais) que trabalhou 13 anos  como assistente administrativa e financeira (atualmente cursa faculdade de Economia) –  e  foi  durante o período de seguro-desemprego, quando buscava uma forma de trabalhar pela internet, descobriu o curso de assistente virtual. “Decidi fazer porquê não precisei de muita coisa para começar, e pedia experiência em atividades de secretariado”, diz ela.

Rachel conta que a confiança para iniciar a nova  carreira foi adquirida no curso. “A base de informações bem elaboradas me deram acesso a conteúdos  e ferramentas de como enfrentar o mercado. Também mostrou que a vida pode ter outros rumos e, para  melhor”, afirma Rozane que  está  prestes a começar o próprio negócio. “Já solicitei o meu alvará, fiz registro como MEI, microempreendedora”, comemora Rachel.

De assistente virtual a professora

A empreendedora, Camile Just,  presta serviços  mais complexos  do que há dois anos, quando ingressou na carreira independente de assistente virtual: projetos de  melhoria ao atendimento do cliente, conhecido como “experiência do cliente”.

Camile se divide entre as atividades na sua empresa e as aulas do curso online que ensina como ser assistente virtual.Ela  ensina  o que vivenciou quando deixou a gerência de varejo para criar o próprio negócio, microempresa de serviços de assistente virtual.  “Eu estava cansada das longas jornadas em shopping, sem finais de semana livre e pouco tempo para estar com a minha filha. Depois de muitas pesquisas  encontrei a profissão de assistente virtual, vi o potencial  e estruturei o meu negócio”, diz Camile que  completa: “Meu diferencial foi assumir tarefas para que os empreendedores pudessem se dedicar à essência dos negócios”, comenta  ela.

Percebendo o aquecimento do mercado de profissionais para  suporte de backoffice, Camile  criou o curso online. “Percebi a escassez de informações disponíveis para quem quer ingressar nessa área, além do pedido de muitas pessoas  solicitando as minhas dicas. Criei programa de consultoria, estruturei a metodologia e desenvolvi o curso”,  afirma Camile.

Camile Just afirma que o curso prepara desde o básico até a questão complexa de  como conseguir os primeiros clientes.

Vitrine online

A professora Camile está contribuindo  ainda mais para a consolidação do mercado de secretárias remotas (assistentes virtuais). “Iniciei uma plataforma para recomendação de assistentes virtuais, a Just Real,  baseada em formato de trabalho colaborativo, com remuneração em bitcoin, moedas digitais”, diz a empreendedora.

Dicas para começar com o pé direito na profissão de secretária remota

Recomendações da Camile Just.

Qual é o principal desafio de quem pretende ser uma secretária remota?

Camile Just: As pessoas que não conseguem definir bem os serviços que vão prestar e o público-alvo. São dois os maiores desafios: conseguir criar uma comunicação que mostre os benefícios desses serviços e prospectar clientes.

 Qual é a sua recomendação às pessoas que desejam mudança profissional e analisam  a profissão assistente virtual?

Camile Just: Precisa avaliar os motivos da mudança, pensar nos cenários possíveis: o mais otimista até o mais pessimista e se os cenários negativos são melhores do que a condição atual. Entrevistei algumas pessoas que trabalham como assistente virtual  e todas elas disseram que se arrependeram de não ter começado antes. É preciso deixar de lado as inseguranças e pensar a longo prazo. Se organizar financeiramente também é importante, porque os resultados levam alguns meses para aparecer. O novo sempre assusta, importante é manter o foco no objetivo de ter uma vida mais equilibrada, com qualidade e nas perspectivas do mercado de muitas oportunidades.

Existe a ideia de que a assistente e secretária sejam ocupações mais procuradas por mulheres? Existe mercado para homens nessa atividade?

Camile Just: Sim, existe essa ideia, mas o mercado não faz distinção entre homens e mulheres. O que mais importa são as habilidades do profissional.

Como deve se preparar e em quanto tempo os alunos do curso assistente virtual ingressam na profissão?

Camile Just: O curso está desenhado para ser feito em 50 dias. Se no final desse período o aluno se empenhou, fez  os exercícios e atividades propostas, em cada módulo,  já estará apto para prospectar os primeiros clientes.

 Quanto pode  faturar uma secretária remota com um cliente mensal?

Camile Just: Isso vai depender do tipo de serviço e da quantidade de clientes. Entre R$800  e 3 mil  reais é um número realista, mas eu mesma já cheguei a fazer 4 mil reais em um mês.

 Conquistar clientes é um desafio, como a plataforma de secretárias remota dá uma ajuda a quem está começando?

Camile Just: Disponibilizamos um banco de assistentes virtuais de várias áreas. Quem se matricula no curso assistente virtual já pode postar o perfil, passa a ter um local na internet  para  divulgar os serviços. Outra sugestão é  fazer parcerias com outros profissionais da área, para que se indiquem nos serviços complementares.

Links para saber  mais:

http://comoser.pagina.rocks/comoserassistentevirtual

https://www.youtube.com/channel/UC0zQXmo46_WEj9Qe_qyyqMA?view_as=subscriber

http://justvirtual.com.br/