Você sabe o que é fibromialgia?

Dores que se espalham por todo o corpo sem um motivo aparente. Muitas pessoas sofrem com esse problema, mas não conseguem descobrir o motivo e chegar a um diagnóstico preciso. “Mas onde dói? Será que não é psicológico?” são algumas das perguntas que elas estão cansadas de ouvir. Ainda que atinja entre 2 e 3% da população brasileira, a fibromialgia é desconhecida para a maioria das pessoas e afeta principalmente as mulheres.

Trata-se de uma síndrome clínica que tem como característica principal dor crônica generalizada, ou seja, no corpo todo e o tempo todo, e geralmente associada com sensibilidade nas articulações, músculos, tendões e outros tecidos moles. Além disso, ainda estão presentes os sintomas de fadiga, distúrbios do sono, dores de cabeça, formigamento de mãos e pés, alterações de memória e alterações intestinais.

Ainda não existe uma causa definida para a fibromialgia. Seu diagnóstico é essencialmente clínico, ou seja, o profissional de saúde analisa o quadro do paciente, exclui outras possíveis causas dos sintomas, e chega à conclusão diagnóstica. O foco do tratamento é evitar a incapacidade física, amenizar sintomas e melhorar a saúde de uma forma geral, ou seja, a cura não é uma garantia.

É razoavelmente fácil achar essas informações na internet. O que não é fácil é encontrar compreensão para essa condição. Uma das maiores dificuldades dos portadores de fibromialgia é fazer os outros entenderem e respeitarem a sua dor. Por ser desconhecida e sem causas definidas, muitas pessoas não levam o problema a sério e acabam criando um preconceito com os portadores da síndrome.

Definir “o que é a fibromialgia” pode até ser simples; entender “o que é viver com fibromialgia”... É aí que se encontra o grande desafio. Encontrar olhares livres de julgamento, livres de acusações, de preconceitos. Encontrar acolhimento em casa, no trabalho, nos relacionamentos, principalmente nos momentos de crise, nos momentos mais difíceis. E mais ainda: ter estrutura emocional interna para lidar com essa imensidão de sintomas, pensamentos, dúvidas, questionamentos e sentimentos.

Se você tem fibromialgia, tenha mais amor por você mesmo. Não lute contra, brigue, critique ou culpe a si mesmo. Você precisa de acolhimento, e a sua melhora começa com a sua aceitação, o seu respeito e o seu carinho por si próprio. Se você não tem fibromialgia, aceite a ideia de que sim, essa batalha é muita dura, por mais que você não seja capaz de entender. A minha doença é real. E eu não preciso que você entenda. Eu só preciso que você respeite.

Lívia Teixeira é paciente de fibromialgia, coaching de vida para fibromiálgicos e Idealizadora do programa “De Bem Com a Fibro”. 

livia@viverpleno.com

Fontes: Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor [SBED] e Sociedade Brasileira de Reumatologia

<larissat.imprensa@gmail.com>

Este post tem um comentário

  1. Sinto muita dor nas mãos e muita dormência eu posso ter fibromialgia

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