100% nacional, nova geração do Beerkeg é aprovada pelo mercado cervejeiro

A nova versão do primeiro barril de cerveja produzido em PET da América Latina, o BeerKeg, chega ao mercado com 100% dos seus componentes produzidos no Brasil.  A proposta – que prioriza a garantia de qualidade – tem a aprovação do mercado cervejeiro.

“Todos os componentes utilizados na fabricação do Beerkeg, que antes eram importados, foram nacionalizados para garantir maior qualidade, controle in-loco da equipe Beerkeg e resultado aos consumidores”, explica Renato Araujo, sócio-proprietário da marca.

O QUE MUDOU – No Beerkeg geração 6, foi mantida a válvula desenvolvida para aceitar qualquer tipo de extratora de cerveja. A preforma do barril – tubo de ensaio antes de ser soprado e virar o barril – também foi nacionalizada. A nacionalização dos componentes possibilitou ainda, o controle total da qualidade do produto, eliminação de problemas relacionados ao atraso na entrega dos componentes e prejuízos por eventuais falhas na fabricação de peças fora do país. “Fornecedores estrangeiros não arcam com este tipo de prejuízo. Além disso, por utilizarmos fornecedores locais, podemos acompanhar diariamente a qualidade das matérias-primas fornecidas”, reforça Hamilcar Pizatto Neto, da Beerkeg.

O BARRIL – Fabricado em Araucária, Região Metropolitana de Curitiba, o Beerkeg já está presente em 60% do mercado de cervejas artesanais do Brasil.  “E estamos em negociação com outros países para ampliar a exportação do produto”, conta o diretor financeiro da Beerkeg Eduardo Martins. A fábrica possui capacidade para produzir 2,1 mil barris por dia.

APOVADO PELO MERCADO – O sócio-proprietário da cervejaria Doctor Brau, Nurberto Hopfgartner Teixeira, disse que o uso do Beerkeg – substituindo os tradicionais barris de inox – está possibilitando o envio da sua cerveja para oito estados do país.

“O uso do barril de PET favorece a nossa logística e estamos atingindo cidades e lojas que antes não teríamos a possibilidade de alcançar devido ao alto custo do barril de inox”, conta Nurberto. Para ele, o aperfeiçoamento do produto é fundamental e positivo para as cervejarias.

O empresário e proprietário da Cervejaria Santa Catarina, Abrahão Paes Filho, lembra que foi um grande incentivador do projeto da Beerkeg, por inúmeras vantagens.

“Com o barril de PET não é mais necessário investimento na aquisição de um patrimônio caro que sãos os barris de inox”, pondera.  “Além disso, não precisamos mais controlar o retorno do barril no ponto de venda, facilitando o envio da cerveja para lojas mais distantes do local de fabricação”, completa Abrahão.

Além de produzir as cervejas Saint Bier, a Cervejaria Santa Catarina também é conhecida pela produção de outras conceituadas marcas.

Já o mestre cervejeiro, Rodrigo Silveira, proprietário da cervejaria ribeirão-pretana Invicta, que desde 2011 está no mercado e é reconhecida por produzir cervejas com qualidade e ousadia, disse que o Beerkeg surgiu para beneficiar as micro cervejarias.

“A importação de barril, assim como o barril de inox representavam custos elevados para o transporte da cerveja. Estamos utilizando o Berrkeg desde a sua primeira geração e hoje, atingimos lugares que antes não era possível chegar”, contou Rodrigo.

Para ele, o aperfeiçoamento do barril com a nacionalização da matéria-prima representa um avanço para os consumidores. “Acreditamos no projeto do Beerkeg. Os empresários responsáveis pela marca possuem um sistema de pós-venda muito eficiente e estão investindo cada vez mais em qualidade. Isso é fundamental”, completou.

A Invicta tem capacidade de produção de cerca de 120 mil litros por mês.

MICRO CERVEJARIAS NO BRASIL – Rodrigo Silveira, que também é presidente da Associação Brasileira de Micro Cervejarias, conta que o mercado nacional de cervejas está alavancando toda a cadeia produtiva e o Beerkeg é um bom exemplo.

“Temos hoje 526 microcervejarias no Brasil e o mercado é ascendente”, relata.

O crescimento pode ser constatado na variedade de rótulos e estilos presente no cardápio de bares e restaurantes, no espaço que ocupam nas prateleiras de supermercados, nas lojas especializadas e nos eventos gastronômicos. Seguindo este movimento, o Brasil está se tornando referência. A multiplicação das microcervejarias e a reconhecida qualidade das cervejas produzidas colocam o país na rota dos profissionais e apreciadores da bebida.

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