Abimaq registra queda acumulada no faturamento de 6,7%

Saldo negativo tem sua origem, principalmente, pela valorização do Real que influenciou cerca de 40% da receita direcionada ao mercado externo

A Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) divulgou nesta quarta-feira, 26, o balanço econômico do mês de junho de 2017. As vendas realizadas pela Indústria de Bens de Capital cresceram 2,4% em junho comparadas com o mês anterior. No entanto, o setor continua acumulando forte queda de 6,7%, originada, principalmente, pela valorização do Real que influenciou cerca de 40% da receita direcionada ao mercado externo.

Outro crescimento registrado em junho ante a maio foi de 5,0%, no consumo aparente, que inclui as importações na conta de faturamento. Mesmo atingindo R$ 40,99 bilhões no primeiro semestre, o indicativo é de baixa de 26,2%, no semestre. Na comparação interanual esta é a 12ª queda consecutiva. O aumento de maio para junho também não foi suficiente para reverter a queda de 23,3% sofrida em abril.

No primeiro semestre, a indústria de máquinas e equipamentos acumulou crescimento de 2,3% nas suas exportações. O saldo é positivo, em relação ao mês de maio, com crescimento de 6,8%. As exportações para setor de óleo e gás nos Países Baixos, que chegaram a US$ 80 milhões no mês de junho, explicam o desempenho deste mês.

Já as importações tiveram queda de 27,9%, no semestre. Na variação mensal, o indicador foi de alta de 9,8%observado na maioria dos segmentos compradores de máquinas e equipamentos com destaque para Infra-Estrutura e Indústria de Base (+35,1%) e Máquinas para Logística e Construção Civil (+36,3%). Apesar da melhora, o valor importado ainda é um dos menores da sua média histórica mensal. Na variação interanual, o recuo foi de 56,7%

Empregabilidade

A indústria de máquinas e equipamentos encerrou o mês de junho com 290,8 mil pessoas ocupadas. Este dado representa uma nova queda de 0,2% ante maio. Ao comparar o mês de junho do ano passado, a queda é de 5,6%, representando uma redução de 15,3 mil postos de trabalho, a 42º queda consecutiva. Desde 2013, quando teve início a queda de faturamento da indústria de máquinas e equipamentos, já foram eliminados quase 90 mil postos de trabalho no setor. Já o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) apresentou novo crescimento e chegou a 70,9% em junho.