Médico do IOP assume a presidência regional da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica – SBCO

O cirurgião oncológico Reitan Ribeiro, do Instituto de Oncologia do Paraná (IOP), foi eleito presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), regional Paraná, para a gestão 2017-2019. Doutor Reitan Ribeiro é formado em medicina pela Universidade Federal de Porto Alegre (UCSPA), titulado pela Sociedade Brasileira de Cancerologia, pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Videolaparoscópica e um dos pioneiros na realização de cirurgia oncológica por laparoscopia avançada. Participa também de vários protocolos de pesquisas nacionais e internacionais, com várias delas já publicadas em revistas e jornais científicos da área.

Nesta entrevista, Dr. Reitan Ribeiro conta como será a sua forma de atuação frente à SBCO-PR.

Instituto de Oncologia do Paraná (IOP): A Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica preconiza a consolidação da cancerologia cirúrgica como especialidade, além de ensinar, treinar, certificar e promover a pesquisa e o intercâmbio de conhecimentos. De que forma isto será implementado pela regional Paraná?
Reitan Ribeiro: O Paraná tem uma situação bastante privilegiada em relação ao restante do país no que se refere à nossa especialidade. Temos uma das residências de Cirurgia Oncológica mais antigas do país no Hospital Erasto Gaertner, que formou especialistas que atuam em todas as regiões do Estado. O Paraná tem diversos centros especializados no tratamento do câncer, também em todas as regiões, o que nos deixa muito orgulhosos. A Regional fomenta o intercâmbio de conhecimento entre os membros colaborando na organização de eventos científicos e no estímulo ao desenvolvimento técnico e científico de seus membros.

IOP: Quais os principais avanços da Regional Paraná até hoje?
Reitan Ribeiro: A Regional do Paraná é relativamente jovem. O Dr. Marciano Anghinoni foi seu primeiro presidente, atravessou o longo caminho da burocracia para a criação da nossa regional. Foi responsável pela nossa organização e ampliação no número de membros. O segundo presidente foi o Dr. Giovanni Targa, consolidando a regional e trazendo novos membros. A Regional tem nos ajudado a unir em torno de objetivos comuns como luta por melhora nas condições de trabalho dos nossos membros, desenvolvimento científico, dentre outros.

IOP: De que forma o profissional pode contar com a SBOC-PR para buscar a educação continuada?Reitan Ribeiro: Nós pretendemos ampliar nossas atividades científicas com reuniões frequentes, tanto em Curitiba quanto no interior do Estado. Dr. Luis Cesar Bredt é nosso vice-presidente e deve ampliar nossas atividades na região de Cascavel e restante do interior do Estado. Além disso, em 2019 o Congresso Brasileiro de Cirurgia Oncológica será em Curitiba e contaremos com a presença maciça dos membros paranaenses. A Regional também ajuda a disseminar as campanhas de educação médica e leiga entre seus membros.

IOP: De que maneira a instituição irá incentivar a pesquisa científica?
Reitan Ribeiro: A Regional tem basicamente a função de aproximar os membros do Estado, facilitando o intercâmbio de informação e conhecimento mútuo, que acaba favorecendo a realização de estudos científicos congregando diferentes centros do Estado.

IOP: Como avalia o mercado oncológico para cirurgiões. Existe carência de profissionais?
Reitan Ribeiro: Dentro do que a estrutura hospitalar oncológica do Estado permite, o Paraná conta com um bom número de cirurgiões oncológicos. Entretanto, é necessária a ampliação dos centros de oncologia para aumentar a oferta de serviço aos pacientes e, dessa forma, o número de cirurgiões oncológicos. O mercado ainda carece de bons profissionais. Ser cirurgião oncológico não basta mais. É preciso ser cirurgião oncológico e se especializar em uma área da cirurgia oncológica. Bons profissionais sempre terão mercado, em qualquer profissão.

IOP: Quais os principais desafios enfrentados atualmente pelos cirurgiões oncológicos?
Reitan Ribeiro: Os baixos honorários seguem sendo um grande problema. Muitos médicos sentem-se desestimulados a realizar cirurgias complexas, que exigem um esforço extenuante e cuidados operatórios prolongados. A falta de estrutura ainda é um problema em algumas localidades. Em outras, a estrutura está presente, mas a dificuldade em conseguir os recursos necessários para utilizá-la é que é o problema.

IOP: Pretende implantar novos projetos na SBOC-PR em sua gestão? Quais?
Reitan Ribeiro: Um dos novos projetos é a participação das reuniões científicas por videoconferência. Temos diversas reuniões no Estado, mas normalmente estão restritas a poucos participantes dentro da sala. Queremos permitir que colegas fora de centros de ensino possam se manter atualizados participando independentemente de onde estiverem. Teremos encontros regionais, do tipo meeting, e outras atividades sociais para unirmos os membros.

IOP: Uma mensagem aos cirurgiões oncológicos…
Reitan Ribeiro: Continuemos a estudar e a trabalhar em prol dos nossos pacientes. Com estudo e trabalho tudo cresce e se multiplica.