Quando fatores emocionais influenciam na saúde do intestino

A saúde digestiva está diretamente ligada ao bom funcionamento do intestino e a Síndrome do Intestino Irritável (SII) é um problema mais comum do que se imagina. Segundo a Federação Brasileira de Gastroenteorologia, estima-se que os sintomas uma a cada cinco pessoas, sendo ainda mais frequente em mulheres.

A SII é uma desordem funcional do intestino com origem comum de fundo emocional ou ainda relacionada a ingestão de alguns alimentos. Segundo a diretora médica do Laboratório Frischmann Aisengart, Myrna Campagnoli, as pessoas que têm a síndrome, aparentemente, não notam sinais da doença, porém, sabem que o seu intestino não têm funcionamento normal. “Geralmente sentem dor e desconforto abdominal e também notam alterações nas fezes. Pode ocorrer constipação, diarreia ou ainda ambos com alternância entre diarreia e constipação. Alguns pacientes ainda sentem a sensação de estufamento, distensão abdominal e gases, decorrente da formação de gases no cólon”, explica.

A síndrome também pode ser confundida com alergias ou intolerância a alguns tipos de alimentos. Os estudos têm demonstrado que o intestino das pessoas com o SII é mais sensível a diferentes estímulos, como alterações na alimentação e situações de estresse. “Ainda não foi desenvolvido um exame que comprove o diagnóstico da síndrome. Muitos pacientes que passam pelo problema e fazem exames veem seus resultados saírem todos normais, com isso, o diagnóstico é realizado pela análise do histórico clínico do paciente, bem como pelo exame físico”, destaca a médica.

A síndrome pode incomodar tanto os homens como as mulheres, no entanto, atinge mais o sexo feminino e, geralmente, os sintomas começam a aparecer ainda na adolescência ou no início da vida adulta.

Evitar o estresse e cuidar da alimentação, além dos medicamentos indicados por um especialista, são as formas hoje disponíveis para o tratamento. Em muitos pacientes, os sintomas podem piorar quando ingerem refeições volumosas, alimentos gordurosos ou que contenham leite, trigo, cafeína e alimentos que facilitem a formação de gases, como o feijão, a lentilha e o brócolis. O importante é identificar quais são os gatilhos que desencadeiam a síndrome em cada um dos pacientes.

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