Baixa quantidade de vitamina D é prejudicial, mas a hipervitaminose também

Cansaço frequente, baixa imunidade, depressão e até mesmo maior risco de diabetes podem estar ligados a deficiência de uma vitamina, muito comum, em quem vive em regiões mais frias e chuvosas como Curitiba: a falta de vitamina D.

O problema atinge adultos e crianças e está ligado à pouca exposição ao sol. A vitamina D é ativada por meio dos raios ultravioletas (UV) do sol, quando nos expomos a ele por pelo menos 15 a 20 minutos, três vezes por semana. A concentração mínima em uma pessoa saudável deve estar em 30 ng/ml, abaixo disso, podem ocorrer sintomas como cansaço, aumento da pressão arterial, falta de apetite ou ganho de peso e perda óssea.

“A falta de vitamina D pode ser diagnosticada por meio de um exame de sangue. Hoje muitos adultos e crianças com queixas variadas podem apresentar falta dessa vitamina”, explica a diretora médica do Laboratório Frischmann Aisengart, Myrna Campagnoli.

Alguns estudos, nos últimos anos, vêm demonstrando que a deficiência de vitamina D está aumentando. Na Inglaterra, em mais de 700 mil crianças avaliadas, com idade entre 0 a 17 anos, os estudos apontaram que elas apresentam níveis muitos baixos da vitamina, principalmente, naquelas que são pouco expostas ao sol. A Academia Europeia de Pediatria avalia que a taxa mínima em uma criança não pode ficar abaixo de 20 ng/ml. No Brasil, a Sociedade de Pediatria recomenda a suplementação dessa vitamina já a partir do primeiro ano de vida, sendo de 400 Ul/dia e de 600 Ul/dia em crianças dos 12 aos 24 meses, para manutenção dos níveis normais. Para tratamento são necessárias doses maiores.

“A avaliação, em crianças e adultos deve ser individual. Se não há condições da pessoa ativar a vitamina D com exposição diária ao sol, a suplementação é necessária e a dosagem depende de uma análise completa dos exames”, explica Myrna Campagnoli.

Além da exposição ao sol, é importante também cuidar da alimentação. A vitamina está presente em alimentos como sardinha, salmão e atum, gema de ovo, fígado e óleo de fígado de peixe, leite, queijo e cogumelos. A médica lembra que, como qualquer outro medicamento, a suplementação deve ser indicada e acompanhada por um médico. “A automedicação é um problema sério. Se a pessoa não tem certeza dos seus índices de vitamina e faz uma suplementação pode prejudicar a saúde, causando a hipervitaminose, ou intoxicação por vitaminas”, comenta.

Paula Batista