Consumo aparente de máquinas e  equipamentos cai pelo quarto ano consecutivo

O consumo do setor acumulou queda de 25,4%, indicando mais um ano de queda nos investimentos produtivos do país
 
Pelo quarto ano consecutivo, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) registrou queda nos indicadores do Consumo Aparente, que inclui as importações na conta do faturamento do setor e exclui as exportações. Os indicadores econômicos do setor foram divulgados nesta quarta-feira (30), pelo presidente-executivo, José Velloso, e pelo diretor de competitividade da Abimaq, Mario Bernardini, que demonstraram pouco otimismo frente a uma produtividade econômica que vem piorando a cada ano.
 
O indicador do Consumo Aparente, no acumulado de janeiro, caiu 25,4%, indicando mais um ano de queda nos investimentos produtivos do país. Para Velloso, com um percentual de queda desses, neste indicador, “acende-se a luz vermelha em qualquer país que queira se dizer desenvolvido”. Segundo ele, tentando ser otimista, a retomada do crescimento está prevista para apenas o segundo semestre do ano que vem.
 
Velloso disse que, apesar do esforço do atual governo para cortar despesas, não conseguiu colocar em prática o ajuste fiscal prometido no início da gestão. Na avaliação do presidente-executivo da Abimaq não dá para conviver com as altas taxas de juros, além disso, ele avalia que a velocidade de queda na receita é maior que a velocidade de queda nas despesas.    
 
Exportação e importação
As vendas realizadas pela Indústria de Bens de Capital, caíram 1,6% em julho em relação ao mês anterior. Isto se deu em função, principalmente, do recuo das vendas no mercado externo, sendo que cerca de 40% da receita da indústria de máquinas e equipamentos advém das exportações. Em julho, as exportações do setor registraram queda de 3,4% em relação ao mês de junho. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o setor acumulou crescimento de 4,7%.
 
Já as importações de Bens de Capital Mecânicos voltaram a registrar crescimento de 15%, em julho. No entanto, na comparação interanual, o recuo foi de 24,8%. Para a Abimaq, a atividade industrial atuando com alto índice de ociosidade tem inviabilizado qualquer decisão de investimento no país.
 
Pessoas ocupadas
Para a Abimaq, o que o Brasil precisa é criar receita e aumentar emprego, pois com mais pessoas empregadas, mais pessoas estarão contribuindo com a Previdência. No entanto, desde 2013, quando teve início a queda de faturamento da indústria de máquinas, já foram eliminados mais de 91 mil postos de trabalho no setor.