Contaminação Cruzada em fabricas de ração: especialista ensina como evitar

Riscos podem afetar o processo de produção e o consumidor.

Garantir a um produto de qualidade, hoje, pode ser um dos inúmeros diferenciais quando se trata de nutrição animal. Para que este objetivo seja cumprido dentro das indústrias especializadas na fabricação, tanto de insumos quanto de ração animal, uma série de medidas podem ser tomadas para melhorar cada vez mais o processo de produção e, sobretudo, a qualidade.

Para o coordenador da garantia da qualidade da Quimtia Brasil, Alesandro José Pereira, empresa especializada na fabricação de insumos e ração animal, estabelecer boas práticas de fabricação dentro de uma indústria de nutrição animal, pode evitar uma infinidade de prejuízos, entre elas a chamada contaminação cruzada.

“Quando um produto entra em contato com outro indesejável durante o processo de produção, seja pelo contato indevido de ingredientes, insumos, superfícies ou ambientes, ocorre a contaminação cruzada. Os principais contaminantes são classificados em físicos, químicos e biológicos, porém vamos focar em riscos químicos”, explica Alesandro.

Segundo ele, mesmo que sejam poucos os residuais gerados por praticas indevidas de fabricação, eles podem prejudicar, além do animal que consumirá a ração, mas também ao consumidor final. “Com análises mais sensíveis as avaliações de possíveis residuais de contaminação estão cada vez mais fáceis de serem detectados”, alerta o especialista.

Na Instrução Normativa 04, implantada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), em 2007, foram incluídos nove procedimentos operacionais padrões, sendo um deles o de Prevenção de Contaminação Cruzada, um dos mais importantes desta normativa.

Cuidados importantes

1 – Estabelecer uma sequência de produção e transporte que visa evitar a contaminação cruzada com outras rações;

2 – Em casos necessários, estabelecer limpezas de linha, garantido a integridade do produto fabricado ou transportado posteriormente;

3 – Não receber produtos avariados de seus fornecedores, pois não se tem ideia da extensão da exposição do produto a contaminantes externos;

4 – Em seus equipamentos utilizar produtos de grau alimentício para limpeza interna e externa;

“Esses são apenas alguns exemplos de cuidados onde há um potencial risco de contaminação cruzada em uma fábrica. Aplicando o desenvolvimento de um bom sequenciamento de produção, de limpezas adequadas e aquisição de produtos de qualidade são sinônimos de um produto de qualidade, que trará ótimos benefícios ao animal, ao consumidor e ao produtor”, finaliza o coordenador.