“O Herói Provisório” de Etel Frota será lançado no dia 30, em Curitiba

Sessão de autógrafos acontece na Livraria da Vila, no Pátio Batel, a partir das 19 horas

Depois de apresentar seu primeiro romance na edição deste ano da Flip – Festa Literária Internacional de Paraty, a escritora paranaense Etel Frota faz noite de autógrafos de “O Herói Provisório”, no dia 30 de agosto (quarta-feira). O lançamento do livro, publicado pela Travessa dos Editores e com editoração de Adriana Sydor, acontece a partir das 19 horas, na Livraria da Vila, no Pátio Batel, em Curitiba.

A ficção tem como pano de fundo um episódio que ocorreu em 1850, quando os canhões da Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres, na Ilha do Mel, abriram fogo contra um cruzador inglês, que rebocava três navios brasileiros, supostamente negreiros. O personagem-título é o militar Joaquim Ferreira Barboza, mas ainda transitam pela história outros nomes – reais ou fictícios – como Frei Tristão de Almeida, a escrava Ignácia, a senhora Eulália, o comendador Manoel Guimarães, o poeta Manoel da Fonseca, a enfermeira Maria Rocha, o médico Carlos Thobias e o historiador Antonio Vieira dos Santos.

Ambientado em Paranaguá (PR), com passagens pelo Rio de Janeiro, Cunha (SP) e Lisboa (Portugal), “O Herói Provisório” traz na capa, criada pela designer Clarissa Menini, a imagem da cabeça decepada de Mercúrio, fotografada por Alan Romero, no convento de São Domingos de Benfica, em Lisboa.

Depoimentos

Para o professor e linguista Carlos Alberto Faraco, Etel Frota é poeta de grande sensibilidade e letrista de mão cheia. “Em seu primeiro romance, ela se revela uma narradora de alta qualidade: um enredo muito bem construído, personagens muito bem delineados e consistentes, e uma linguagem elegante e fluente”, descreve. E complementa: “Costuma-se dizer que o bom poeta não é bom romancista. Com “O Herói Provisório” Etel vem desmentir essa crença”.

O escritor Roberto Gomes destaca que Etel Frota é uma surpresa sempre, e estreia como romancista com o belo “O Herói Provisório”. De acordo com ele, “não é apenas mais um no deserto de romances em que se transformou a literatura brasileira. A mim surpreendeu a força da narrativa e os personagens vigorosamente delineados, que suportam a história sem truques de enredo”, avalia. Gomes acentua que a narrativa se apresenta sem ideologismos fáceis e nela, a guerra não é alegoria. Enfim, salienta, “Etel encontrou o modo correto de narrar uma multidão de histórias e de personagens. Nada se passa em linha reta. Os personagens movem a história, e não o contrário. Somos levados do passado ao presente e mesmo ao futuro. Sua linguagem não perde o ritmo. É caudalosa, generosa, inesgotável. E ela sabe que de concretudes e fluidez são feitos os bons romances”.

A historiadora Jessica Stori ressaltou que a obra tem particular visão de um marco histórico do sul, voltado para o século XIX, com personagens únicos, reais e ficcionais. “Das interpretações e recepções, obscuras e ascendentes, Etel e sua representação tornam maior o que já temos, desaba barreiras entre teoria e prática e transporta o leitor para outro tempo, imaginado, escrito e protagonizado por seus personagens nessa boa troca entre história e ficção”. Observa ainda que a compositora, poeta, letrista, roteirista, dramaturga e médica, escreveu uma ficção que chega para ficar. “Para a história surgir e o herói urdir, tudo se fez, cenário, personagens, sentimentos e voz. Um romance completo, uma visão histórica que só uma artista pode ter”, declara.

A Autora

Etel Frota nasceu em 1952, em Cornélio Procópio (PR), e desde 1980 vive em Curitiba. Licenciada em Ciências e formada em medicina, desde 1998, trabalha exclusivamente como escritora: poeta, roteirista, letrista, com algumas incursões na dramaturgia. Várias indicações e premiações em importantes prêmios de música e teatro.

Em 2002 lançou “Artigo Oitavo”, livro+CD de poesia escrita, falada e cantada, com prefácio de Thiago de Mello e produção musical de Rodolfo Stroeter. Sua produção como letrista abrange uma enorme gama de gêneros e parcerias musicais – Iso Fischer, Rosi Greca, Zé Rodrix, Grupo Viola Quebrada, entre dezenas de outros. Uma significativa parte dessa produção de canções está reunida no livro virtual “Lyricas – a construção da canção”, lançado em janeiro de 2007.

Desde 2009, vem trabalhando como letrista em parcerias internacionais com os suecos Miriam Aïda, Måns Mernsten e Mats Ingvarsson, e com o finlandês Simo Naapuri. Importantes intérpretes da cena paranaense e brasileira têm gravado suas canções – Nasi, Ana Cascardo, Maria Bethânia, entre muitos outros. Destaque para o CD “Flor de Dor – Tao do Trio canta Etel Frota”, lançado em 2016. Por este trabalho, a letrista recebeu o ‘Prêmio Grão de Música 2016’, e o grupo vocal curitibano foi indicado ao 28º Prêmio da Música Brasileira.

Etel é colaboradora da Folha de S. Paulo.

Seu livro “Artigo oitavo – poesia escrita, falada e cantada” inspirou o roteiro da peça “Penélope Pelo Avesso”, da companhia curitibana Comparsaria Cênica, que acabou de cumprir sua terceira temporada em Curitiba. Recentemente, publicou três poesias na antologia “Blasfêmeas: Mulheres de Palavra” (Editora Casa Verde), com mais 63 escritoras brasileiras da cena contemporânea.

Lançamento será quarta-feira que vem na Livraria da Vila, em Curitiba – Foto: Divulgação)

Serviço
Lançamento de “O Herói Provisório”, de Etel Frota
Editora: Travessa dos Editores
Dia: 30 de agosto (quarta-feira), às 19 horas
Local: Livraria da Vila, no Pátio Batel (Av. do Batel, 1868 – 314)
www.facebook.com/etel.frota
www.etelfrota.com.br/
www.oheroiprovisorio.com.br