PROTESTE avalia cafeteiras expressas

As cafeteiras expressas vêm se popularizando entre os fãs de um bom café, paixão nacional. Entre dezembro e 2015 e dezembro de 2016, foram vendidas cerca de 650 mil unidades dessas máquinas no Brasil. Esse número colabora para preços mais acessíveis e uma qualidade satisfatória. Por isso, a PROTESTE, associação de defesa do consumidor, testou as seis marcas mais vendidas do mercado, cinco com cápsulas e uma com pó. Os resultados mostram produtos fáceis de usar, que gastam pouca energia e preparam bons cafés, ainda que alguns saiam com pouca espuma e não tão quentes. Outro aspecto positivo é a segurança: nenhum produto apresentou risco de choque elétrico ou queimaduras.

Os modelos testados foram: Nespresso C60, Nespresso Prodigio, Arno Movenza, Delta Q Evolution, Três Corações Versa e Oster BVSTECMP55. Apesar de todos serem versáteis, a marca Oster é a única que tem o tubo para a função de vapor, além da função de fazer dois cafés ao mesmo tempo. Dos manuais, o mais completo foi o da Nespresso C60.

Outra boa notícia é que todos os modelos testados são fáceis de limpar. Além disso, as máquinas não usam muita energia. O teste apontou um gasto de R$ 0,50 a R$1,80 por mês em eletricidade, dependendo do uso.

Na avaliação de velocidade, foram tirados dois expressos e medido o tempo de preparo, contando com o aquecimento da água. Os tempos médios contados para o preparo do primeiro e do segundo café foram um minuto e trinta segundos, respectivamente.

Quanto à temperatura, apenas a Nespressco C60 foi muito bem avaliado. A máquina preparou os dois cafés dentro da temperatura adequada (entre 64C e 70C). Uma forma de verificar se o café foi bem tirado da máquina é o creme espesso e duradouro que se forma sobre ele. Nesse teste, a Nespresso C60 também foi a melhor avaliada.

Confira algumas dicas para utilizar a sua máquina de expresso em casa:

– Espaço: Verifique as dimensões da cafeteira antes de comprar, defina o local onde vai colocá-la e estabeleça um recipiente para as cápsulas, se esse for o caso. Marcas como a Oster e a Nespresso possuem cabos de alimentação menores de 80 cm, o que pode limitar o posicionamento da máquina. Por outro lado, todos têm bons reservatórios de água, com capacidade média de 800 ml.

– Preço: Veja o preço das cápsulas para o produto que deseja adquirir ou se há compatíveis. Há máquinas com preços acessíveis, mas que pedem cápsulas mais caras, o que pode não compensar em longo prazo.

– Utilização: Se você preferir um café mais encorpado e forte, utilize a opção curto. Na opção longo, a bebida sai mais suave.

– Limpeza: Para fazer a limpeza, evite receitas caseiras, que podem afetar peças da máquina. Siga as orientações do manual do fabricante. Não deixe as cápsulas com acúmulo de água, o que pode facilitar a proliferação de micro-organismos, e deposite as usadas em locais de coleta do fabricante ou em ecopontos de sua cidade.

No final do teste, a cafeteira que se saiu melhor foi a Nespresso C60, seguido pela Oster. A marca que ficou com a nota mais baixa foi a Três Corações, mas ainda assim com boa avaliação. A associação também alerta para o consumidor prestar atenção em funções desnecessárias, como a Nespresso Prodigio, que oferece a possibilidade de fazer café de forma autônoma, mas para permitir a programação de um só expresso, implica na preparação prévia da máquina, ou seja: introduzir a cápsula e posicionar devidamente a xícara.  flavia@camargocomm.com