Grupo Corpo por H. Stern: segundo ato

A coleção Grupo Corpo por H.Stern está ganhando quatro novas linhas de joias, inspiradas em diferentes balés da companhia mineira de dança. Seguindo a espinha dorsal da coleção, originalmente lançada em 2009, as criações exaltam a força dos movimentos dos bailarinos e a magia cenográfica dos balés em visuais exuberantes.

Desenhados pela equipe de criação da joalheria – que mais uma vez dissecou as coreografias da família Pederneiras e de sua trupe em busca de novas inspirações – anéis e brincos ganham agora versão de ouro polido, refletindo também a luz intensa que ambienta os espetáculos d’O Corpo.

Joias cuidadosamente concebidas como pequenas esculturas traduzem movimento através da tridimensionalidade moldada no ouro e em pedras preciosas. Saiba mais a seguir sobre as joias e os balés que as inspiraram:

 

BREU – A estética repleta de fortes contrastes do balé Breu, 2007, foi traduzida pela H.Stern em joias de formas tridimensionais volumosas. Compostas por uma teia retorcida de ouro amarelo com movimentos sinuosos e espaços vazados, fazem lembrar o espetáculo em seu marcado jogo de contrastes entre o preto e o branco, luzes e sombras, oposição das formas geométricas do cenário do figurino frente às curvas dos corpos dos bailarinos. Em anel e dois pares de brincos, esta contraposição de formas é vista através de hastes retas de ouro contornadas por linhas cheias de curvas que desenham movimentos orgânicos em alusão à dança sensual. No anel, cinco aros com formas complementares são unidos discretamente por um pequeno elo na parte inferior, preservando a articulação e um suave balanço entre eles. Nos brincos longos, barretes cravejadas de diamantes iluminam o lóbulo e sustentam uma pequena escultura de ouro cujo movimento proporciona diferentes impactos visuais ao olhar.

O balé: Reflexão poética sobre a barbárie humana, Breu é definido como “a mais demolidora partitura de movimentos escrita por Rodrigo Pederneiras em 30 anos como coreógrafo do Grupo Corpo”. A sensualidade e o lirismo dão espaço a novos códigos de movimento. Desta vez, a potência e a rispidez dão o tom. O espaço cênico é emoldurado por grandes placas negras e brilhantes, dispostas lado a lado com precisão e frieza geométricas. Também em preto e branco, o figurino divide ao meio os corpos dos bailarinos que, sob a incidência da luz, emprestam volume e sinuosidade à estética retilínea e bidimensional do cenário.

TRIZ – O intrigante visual das cordas suspensas no cenário do balé Triz (2013) deu origem a joias formadas por um fio contínuo de Ouro Nobre 18K – a liga exclusiva da H.Stern com tonalidade champanhe – que se entrelaça sinuosamente em um constante ir e vir. Por vezes, surge cravejado de diamantes cognac lembrando os bailarinos que vêm e vão no palco, como em passes de mágica. A linha conta com anel e par de brincos longos que se assemelham à cortina de cordas do cenário por onde os corpos deslizam, constantemente por um triz.  

O balé: A origem mais provável da palavra triz seriam os vocábulos gregos triks/trikós  (pelo, cabelo), simbolizados na famosa expressão “por um triz”. Com cerca de quinze quilômetros de cabo de aço, a arquitetura cênica alude ao caráter opressor desta obra do Grupo Corpo, e Lenine construiu a trilha musical utilizando somente instrumentos de corda. Na coreografia, os movimentos dos bailarinos atuam em estado de tensão permanente  – qualquer átimo de imprecisão, pode ser fatal.

 

DANÇA SINFÔNICA – Deste solene balé, criado em 2015 para a celebração dos 40 anos do Grupo Corpo, veio inspiração para a criação de joias que combinam lâminas brilhantes de Ouro Nobre a outras de ouro vermelho, em referência às suntuosas cortinas e collants de veludo vermelho-vinho que vestem o teatro e as bailarinas. A dualidade de tons de ouro remete aos belos duetos do espetáculo. O anel, formado por oito lâminas de ouro interligadas, tem discreto movimento, e assim como o par de brincos da linha ganhou acabamento polido e detalhes cravejados de diamantes cognac no interior da rica trama metálica. A composição escultural de lâminas paralelas sobrepostas cria um impressionante efeito ótico espelhado.

Um balé com mote memorialista. A primeira obra sinfônica criada especialmente para O Corpo funde peças inéditas e passagens musicais históricas do grupo, como as trilhas dos balés Bach e 21. O espetáculo propõe uma síntese coreográfica da companhia, ambientada por mais de mil flagrantes fotográficos informais garimpadas dos acervos de profissionais que fazem parte da trajetória do Grupo Corpo.

 

SUÍTE BRANCA – A estética gélida desta obra marcada por uma impressionante paisagem branca foi traduzida pela H.Stern em brincos e anéis de Ouro Nobre com cristais de rocha. O facetamento das pedras, desenvolvido exclusivamente para a coleção, cria desenhos de formas gráficas, com eixos deslocados e desordenados como a formação natural das pontas de um iceberg. Nos anéis, hastes de ouro que sustentam as pedras mimetizam o calculado equilíbrio dos corpos do balé em cena.

O Balé: este espetáculo de 2015 é idealizado como as antigas tábulas rasas romanas ou uma página em branco, sobre a qual uma nova história começa a ser inscrita. Quando os primeiros acordes de guitarra e a silhueta sinuosa de uma bailarina riscam o ar, um quê de mistério se insinua no palco. Vestidos de branco do início ao fim, e tendo ao fundo um painel que sugere uma gigantesca e alva geleira, os bailarinos percorrem a cena sublinhando o clima enigmático.

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