O exame endoscópico é a principal forma para diagnosticar o câncer de estômago

Quando diagnosticado em fase inicial as taxas de cura do câncer gástrico chegam a 100%, mas se o tumor for avançado a porcentagem cai para 10%.

Hoje, 28 de setembro, é comemorado em diversos estados brasileiros o Dia de Combate do Câncer Gástrico com o objetivo de esclarecer a população sobre o tumor, sintomas e formas de prevenção. Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) mostram que são diagnosticados mais de 20 mil novos casos de câncer gástrico por ano, sendo que os tumores de estômago aparecem em terceiro lugar na incidência entre homens e em quinto entre as mulheres.

Segundo o cirurgião oncológico do Instituto de Oncologia do Paraná e vice-presidente da Região Sul da Associação Brasileira de Câncer Gástrico, Dr. Flávio Daniel S. Tomasich, estudos mostram que no Brasil os pacientes chegam muitas vezes com casos avançados da doença, tornando-a praticamente sem chances de cura. Por esse motivo, a data do dia 28 foi criada para conscientizar as pessoas sobre a importância do diagnóstico precoce que é realizado com um simples exame de endoscopia. “Quando o tumor gástrico é descoberto em sua fase inicial, com aproximadamente 2 cm, é possível realizar um tratamento endoscópico, conseguindo 100% de cura. Quando o paciente chega em estágio avançado as chances de respostas positivas podem cair até para 10%.”

Além da falta de exames de rotina para verificar a saúde do estômago, como a realização da endoscopia anual a partir dos 40 anos, a população também deve ficar atenta aos sintomas, principalmente pelo fato de poderem ser confundidos com indícios de outras doenças gástricas, como a gastrite e úlcera. “A sensação de inchaço no estômago após as refeições, azia, indigestão, dores no estômago, perda de peso sem explicação, vômitos constantes e com sangue, são sintomas que devem ser investigados por um especialista para verificar do que se trata”, expõe o cirurgião oncológico.

O câncer de estômago tem cura, principalmente quando diagnosticado no início. O tratamento vai depender da fase que a doença se encontra, podendo ser apenas através de endoscopia ou com tratamentos combinados entre cirurgia, quimioterapia e radioterapia. Além de perceber os sintomas para realizar os exames necessários, é fundamental manter hábitos saudáveis. “A vida atual com o desequilíbrio onde não tem a divisão clássica de rotina pode ser um fator de risco para a doença. É importante ter hora para trabalhar, descansar e praticar exercícios físicos. A alimentação deve ser mais balanceada, evitando o alto consumo de carne, sal, pimenta e comidas muito temperadas. O tabaco e álcool também aumentam a incidência, pois são fatores associados. Em alguns casos existem questões genéticas e hereditárias. Por essa razão, é fundamental buscar informações sobre a doença para se prevenir corretamente”, finaliza Dr. Flávio Daniel S. Tomasich.