Pedidos de demissão diminuíram em 2016 no Paraná

O Paraná teve quase um terço dos empregados (29,5%) substituídos em 2016. Isto em decorrência do desaquecimento no mercado de trabalho, já que nesse ano o Estado perdeu mais de 59,8 mil vagas no mercado formal – segundo o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). Esse resultado e de outros 11 indicadores estão presentes no 9° Benchmarking Paranaense de Recursos Humanos que será divulgado no dia 27 (quarta-feira), às 7h30, no Hotel Mabu. O estudo é realizado todos os anos pela Bachmann & Associados, em parceria com a Associação Brasileira de Recursos Humanos do Paraná (ABRH-PR).

Nesta edição, 183 organizações participaram da pesquisa, uma amostra de pouco mais de 160 mil empregados que fornece uma visão geral dos aspectos relacionados à gestão de pessoas no Paraná. Essas empresas forneceram seus dados por meio de um sistema eletrônico, permitindo o cálculo de 12 indicadores, entre eles absenteísmo, rotatividade e percentual de horas extras. “Para garantir a comparabilidade dos resultados apresentados, foram usados indicadores padronizados e validados por profissionais da ABRH-PR”, afirma Dórian L. Bachmann, coordenador do estudo.

Segue um resumo dos principais indicadores do 9° Benchmarking Paranaense de Recursos Humanos, tendo como base o ano de 2016:

 

Rotatividade

  • Quase um terço (29,5%) dos empregados foi substituído em 2016. Esse resultado, um pouco melhor que no ano anterior (em 2015 haviam sido 32,4%), certamente foi influenciado pelo desaquecimento no mercado de trabalho. O comércio, como nos anos anteriores, foi o setor com a rotatividade mais elevada, tendo trocado pouco mais da metade (53,5%) dos colaboradores.

 

Rotatividade voluntária

  • Aproximadamente um quinto dos desligamentos ocorreu por iniciativa dos empregados. Embora elevado, esse resultado é substancialmente melhor que os dos anos anteriores.

 

Retenção 90 dias

  • A Retenção 90 dias média (87,7%) foi bastante superior ao padrão histórico de pouco mais de 80%, mostrando uma importante melhora nos processos de recrutamento e seleção. Ainda assim, em média 12% dos empregados não terminam o período de experiência.

 

Absenteísmo

  • As empresas perderam, em média, 2,0% do tempo dos empregados devido às ausências. Razões médicas contribuíram com cerca de dois terços desse tempo.

 

Horas extras pagas

  • O volume de horas extras pagas – quase 3% do total das horas trabalhadas – embora próximo ao do ano anterior, é o menor dos últimos 5 anos. O resultado, entretanto, pode ter sido influenciado mais pelo desaquecimento na economia do que pela qualidade da gestão.

 

Remuneração variável

  • Em média, 40,6% dos empregados receberam alguma forma de remuneração variável em 2016. O setor mais avançado neste aspecto é o industrial, com praticamente metade dos empregados (50,6%) tendo esse benefício.

 

Escolaridade

  • O perfil de escolaridade, como esperado, varia bastante com o segmento de negócio. Os profissionais com maior preparo estão no setor de serviços e o com menor exigência de pessoal com nível superior é o do comércio. O segmento da educação, como esperado, foi o que apresentou o maior percentual de pós-graduados (38,8%).

 

Treinamento

  • No geral, em 2016 as organizações investiram 1,1% do tempo de seus empregados em treinamentos (aproximadamente 29 horas por empregado no ano). O mesmo resultado de 2015 e inferior a meta de boa parte das empresas, de 40 horas anuais de treinamento por empregado.

 

Participação feminina

  • O levantamento também evidencia que a participação feminina na força de trabalho se mantém estável nos últimos anos, no nível de 40%, com o setor de serviços apresentando o maior percentual de mulheres (56,2%), enquanto no setor industrial elas representam cerca de um quarto das equipes (23,6%).

 

Taxa de acidentes

  • Embora 51 organizações (28% da amostra) não tenham reportado qualquer acidente com afastamento, a Taxa de Frequência de Acidentes com Afastamento (TFCA) média em 2016 foi de 7,95 acidentados por milhão de horas trabalhadas. Este valor é o melhor dos últimos cinco anos, mas ainda está em um patamar inaceitável pelo custo social e humano que representa.

Como reflexo do aprimoramento da gestão e de um mercado de trabalho desfavorável aos empregados, a quase totalidade dos indicadores mostrou melhora em relação ao ano anterior.

 

Serviço – lançamento do 9° Benchmarking Paranaense de Recursos Humanos

Dia: 27 de setembro (quarta-feira), das 7h30 às 10h30

Local: Hotel Mabu – Praça Santos Andrade – Centro – Curitiba-PR

Inscrições: www.abrh-pr.org.br/eventos/bom-dia-rh-benchmarking

Investimento: sem custo para associados da ABRH-PR e R$ 150,00 para não associados

Informações: (41) 3262-4317

adriana@basicacomunicacoes.com.br