Arte e feminismo na Bienal de Curitiba

O ativismo e a arte do coletivo de artistas Guerrilla Girls estreiam nesta terça-feira (03/10) na Bienal de Curitiba. A exposição “O Museu é Feminista” será aberta às 19 horas no Museu de Fotografia de Curitiba. O grupo, que já expôs em Curitiba em 1992, é conhecido pela militância não só em causas feministas, mas também na luta por direitos de outros grupos sociais; e explicitam isso em seus pôsteres, livros, outdoors e performances, com muita ironia e acidez.

Criado em 1985, o Guerrilla é formado por artistas que mantêm o anonimato usando máscaras de gorila – ideia nascida pela sonoridade em comum do nome do primata com o nome do grupo. Elas também usam nomes de artistas famosas como pseudônimo.

Além de causarem dor de cabeça aos profissionais do mercado de arte com suas performances, as meninas da Guerrilla Girls também usam números para analisar o espaço de atuação de artistas mulheres no mercado, criando estatísticas que expõe a disparidade entre profissionais de diferentes sexos. De acordo com a curadora da exposição Carolina Loch, o objetivo da mostra é gerar “diálogo, debate e discussão sobre o que podemos fazer para contribuir por um futuro feminista”.

No mesmo horário, começam as atividades do Circuito Universitário da Bienal Internacional de Curitiba (CUBIC).  O circuito itinerante tem início no Museu da Gravura e se desloca até o campus DeArtes, da UFPR, às 20 horas. O evento trará diversas performances e, segundo a organização, “busca expandir as percepções e relações entre diferentes espaços expositivos curitibanos, convidando o público a transitar pela cidade em busca da totalidade de sua expografia”.

Tanto o Museu de Fotografia e como o Museu da Gravura ficam no Solar do Barão, na Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 533.