Bienal traz mais novidades a partir desta quinta

A Bienal de Curitiba’17 tem nas mostras fotográficas seu ponto de referência a partir desta quinta-feira. Depois das movimentadas aberturas das exposições sediadas no Museu Oscar Niemeyer (MON), no Memorial de Curitiba e no Museu Municipal de Artes (MuMa), o Museu Alfredo Andersen, a Biblioteca Pública e o Hall da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná (SEEC) entram no circuito.

Com curadoria de Luiz Carlos Brugnera, a mostra do Alfredo Andersen traz em fotografias a inquietação dos artistas diante do universo das dualidades humanas. Programada para ser aberta às 10h30, conta com obras do artista Sergio Adriano H – joinvilense que circula pelos mais diversos lugares em um triciclo, no qual expõe doze de suas mais de sete mil fotografias; da fotógrafa curitibana Vilma Slomp e do artista gráfico Faisal Iskandar, filho de libaneses que desenvolveu seu olhar apurado e gosto pelas artes desde cedo, o que lhe rendeu convívio com figuras notáveis da cena artística de Curitiba, como Paulo Leminski e Helena Kolody, que registrou com suas lentes.

Conforme o curador Brugnera, a temática da exposição se faz nas figuras díspares: “o ambiente e o habitar, a pele e o tecido, o ser e o estar, a busca e o encontro, longos e fluviais caminhos percorridos, Pólos Sul e Norte se imantam, caboclos, índios e artistas.”

Já no Hall da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, às 14h30, tem abertura a exposição da artista chinesa Maria Cheung, “Antípoda de si mesma”, que põe em pauta temas relacionados à cultura do seu país através do tempo em instalações compostas por obras de arte conceituais. Neste caso, a curadoria de Luiz Carlos Brugnera enfocou as dualidades das perguntas e respostas num eterno caminhar, da mais tenra idade à iluminação mística da velhice.

Maria Cheung nasceu na China e vive em Foz do Iguaçu (Paraná). Já expôs na Alemanha, Áustria, Argentina, China e Brasil. Para o Hall da Seec, Maria criou uma instalação de dimensões ampliadas, na qual um berço dourado sobre um tapete vermelho remete ao seu país de origem, berço de uma das mais antigas civilizações do mundo, com 5 mil anos de história.

Para amanhã, dia 5, está marcada a abertura da mostra “Arte-livro”, de Guita Soifer. Em suas obras, a artista utiliza várias técnicas artísticas, entre elas a pintura, a fotografia, a escultura e a gravura. Seus livros desafiam a estética usual literária, textual e linear; neles, há a junção de desenhos e textos de materiais e tamanhos contrastantes, onde os visitantes são convidados a interagir com “o ler” e “o ver”, tornando mais palpáveis as remontagens de tempos vividos, reconhecimento e devaneios que dividem o mundo.

Na próxima terça-feira, dia 10, será aberta a exposição de artistas da Austrália, Paraguai e nações indígenas dos Estados Unidos, que trata de espiritualidade e tradição, no Museu Paranaense. Eles trazem assuntos como incompatibilidades das culturas nativas e não-indígenas, a união entre histórias ancestrais e contemporâneas e expressões globais nos ciclos de vida e morte.

A mostra reúne os artistas Maria Luiza de Almeida Scheleder, Jaune Quick-to-see Smith, Bem Pease, John Isaiah Pepion, Julia Isidrez, Samuel Miller, Jeannie Mills Pwerl, Barney Ellaga, Yilpi e Damien Marks, Javier Vanegas, Dan Tague e o paranaense IZK. E tem curadoria de Dannys Montes de Oca, Kézia Talisin, Luiz Gustavo Vidal e Royce Smith.

Na terça-feira, aconteceu o vernissage do coletivo Guerrilla Girls e do Circuito Universitário da Bienal Internacional de Curitiba (CUBIC).  O circuito itinerante começou no Museu da Gravura e seguiu para o campus DeArtes, da UFPR, onde foi realizada a performance de Javier ….. A ideia do deslocamento das exposições , segundo a organização da Bienal “busca expandir as percepções e relações entre diferentes espaços expositivos curitibanos, convidando o público a transitar pela cidade em busca da totalidade de sua expografia”.

A exposição “O Museu é Feminista”, do coletivo Guerrilla Girls, está no Museu de Fotografia de Curitiba. O grupo é conhecido pela militância não só em causas feministas, mas também na luta por direitos de outros grupos sociais; e explicitam isso em seus pôsteres, livros, outdoors e performances, com muita ironia e acidez. As meninas da Guerrilla Girls também usam números para analisar o espaço de atuação de artistas mulheres no mercado, criando estatísticas que expõe a disparidade entre profissionais de diferentes sexos. De acordo com a curadora da exposição Carolina Loch, o objetivo da mostra é gerar “diálogo, debate e discussão sobre o que podemos fazer para contribuir por um futuro feminista”.

Museu de Fotografia e Museu da Gravura (Solar do Barão, na Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 533).

Museu Alfredo Andersen (Rua Mateus Leme, 336).

Hall da SEEC (Rua Ébano Pereira, 240).

Museu Paranaense (Rua Kellers, 289, bairro São Francisco).

Biblioteca Pública do Paraná (Rua Cândido Lopes, Centro).

A obra Antípoda de si mesma, de Maria Cheung, está em exposição no Hall da Secretaria de Estado da Cultura

Gdansk Polonia, de Hermes de la Torre, está em exposição no Museu Alfredo Andersen