Como garantir a performance das ferramentas digitais

Por Rene Abdon, Diretor de Serviços da Dynatrace no Brasil

Ao idealizar uma ferramenta digital, as equipes geralmente dedicam boa parte do tempo ao design do projeto e à vida útil do produto. Mas cuidados devem ser tomados para que o novo dispositivo seja gerenciado de forma que assegure uma melhor performance. Um perfil para cada tipo de usuário deve ser elaborado e testado para a nova tecnologia, assim como os possíveis obstáculos e problemas que esses usuários possam vir a enfrentar em seu uso.

Porém, não são raras as histórias de iniciativas que são frustradas um ano após seu lançamento – algumas em até seis meses. Isso porque os consumidores do mundo digital são exigentes e querem que as soluções produzidas para eles tenham sempre uma boa performance ao serem executadas (rapidez, agilidade e usabilidade das ferramentas digitais, por exemplo). Caso contrário, a experiência não será satisfatória e eles deixarão de consumir o serviço fornecido. Isso serve de alerta, uma vez que o mercado se torna cada vez mais dependente da tecnologia e saem na frente as empresas que melhor atendam a essas necessidades do público.

Soluções como Internet das Coisas, Big Data e Cloud ocupam cada vez mais espaço no cotidiano das pessoas e das corporações. Pesquisas apontam que os gastos com TI em todo o mundo vão totalizar US$ 3,5 trilhões em 2017, um aumento de 2,7% em comparação com 2016.

Se o mundo nunca esteve tão digital como agora, as transformações que acontecem nesse cenário também nunca foram tão frenéticas. Novas práticas e soluções exclusivas para o gerenciamento da performance de soluções digitais são apresentadas a todo instante.

Para garantir a melhor experiência possível dos usuários, apresento os principais pontos que devem ser considerados na hora de gerenciar a performance de sua ferramenta digital:

Inteligência Artificial e Internet das Coisas no conjunto das transformações digitais

Para proporcionar uma experiência favorável e que traga a fidelização do público-alvo, as organizações precisam apressar a busca pela transformação digital se quiserem incrementar seu retorno financeiro. Essa mudança é um processo complexo que envolve infraestrutura e investimentos.

Uma tendência é investir no desenvolvimento de pesquisas que abordem o aprimoramento de sistemas que utilizam inteligência artificial e, principalmente, projetos de Internet das Coisas. Até 2020, estima-se que o mundo terá mais de 20 bilhões de coisas conectadas.

Monitoramento

O monitoramento da performance das soluções digitais é essencial para avaliar o desempenho dos sistemas oferecidos pelas empresas. Ao analisar o funcionamento de containers, por exemplo, os profissionais de TI tendem a priorizar o gerenciamento de como o serviço no interior do equipamento é realizado.

DevOps

A mudança no modo de operação de trabalho na área de TI pode ser percebi­da com a construção da cultura DevOps nas empresas – ou seja, a integração das equipes de TI com outros setores como o de desenvolvimento de softwa­re –, para otimizar a solução de problemas na construção de projetos. Segundo pesquisas, o DevOps permite que as organizações produzam novos serviços com uma frequência 30 vezes maior e com 60 vezes menos falhas na execução se comparado com o modelo clássico.

Otimização das operações

Em relação aos serviços tradicionais, os microsserviços têm suas operações realizadas em minutos em vez de horas. Assim, eles ajudam a otimizar o tem­po das ações de uma ferramenta.

Monitorar seu funcionamento também é essencial para garantir a boa performance da tecnologia. Além disso, esse é um dos pilares da arquitetura moder­na dos sistemas de computação que trabalham em conjunto.

Virtualização das operações

Novas soluções de Inteligência Artificial como o DAVIS (inteligência artificial utilizada em soluções de análise de performance) ajudam profis­sionais de TI a identificar problemas via ChatOps e VoiceOps. A virtua­lização otimiza os procedimentos para encontrar falhas no sistema e evita que sejam criados ambientes de War Room.

Experiências positivas no lugar de produtos e serviços

A experiência do usuário deve sempre ser valorizada. O ideal é que as empresas não sejam apenas vendedoras de produtos e serviços, mas ofereçam experiências positivas para que seus clientes possam se adaptar às tecnologias, aos conceitos e aos canais de comunica­ção que até pouco tempo eram inexistentes – como as redes sociais, Cloud Computing, Mobilidade, Big Data e Internet das Coisas.

Cloud como parte da transformação digital

A Nuvem é uma das peças-chave da grande transformação digital que está acontecendo pelo mundo. Nos próximos cinco anos, mais de 90% das pessoas que trabalham diretamente ligadas à tecnologia deverão migrar suas estratégias para as plataformas de Cloud.

Conhecer a Nuvem e seus desafios

Diante das transformações digitais que estão em vigor, como o cresci­mento do uso da Nuvem, é preciso saber quais são os desafios desse novo ambiente. Para isso, é necessário conhecer os detalhes desse sistema.