Conheça os principais cortes de carne de porco

Aprenda como deixar o alimento ainda mais saboroso do que ele já é

Apreciada e radicada na cultura gastronômica de muitos países, como a China, por exemplo, onde cada cidadão consome 39 quilos por ano, a carne de porco é, muitas vezes, vítima de um preconceito do consumidor. Para muitos chefs renomados, a carne suína é mais saudável do que a bovina, além de possuir um universo de sabores, texturas e preparos que ainda precisam ser descobertos pela população.

Comparado a outros países, o consumo do alimento no Brasil ainda é baixo: cada cidadão consome cerca de 15 quilos por ano, sendo 12 deles de embutidos. Dos cortes in natura, poucos chegam à mesa do brasileiro, mas essa rotina vem mudando aos poucos. As carnes passam por um controle de qualidade cada vez mais rígido em todo o processo de criação do porco, garantindo uma segurança maior para a degustando, fazendo com que a confiança do consumidor aumentasse no produto.

Cuidados na hora de comprar a carne suína

Comer carne de porco, como dissemos acima, pode ser até bem saudável, mas, como todo alimento, é preciso ter cuidado na hora de consumi-lo. Saiba como não errar na hora da compra:

  • A carne deve ter tons que variam entre o vermelho escuro e o rosado. Além disso, ela deve estar compacta, firme e lisa ao toque;
  • A gordura deve ser bem branca e fina;
  • Animais novos são melhores para o consumo: eles têm carnes mais claras, mais macias e com menor teor de gordura;
  • Em caso de carne embalada, opte por uma marca conhecida, confira a data de validade e as condições de embalagem;
  • Se a carne estiver com cor acinzentada, mole e com muita gordura, esqueça: ela está passada;
  • Certifique-se sempre da procedência da peça: exija o carimbo do Serviço de Inspeção Sanitária (SIF) e o certificado de compra que ateste que o produto foi adquirido em estabelecimento inspecionado e de sanidade garantida.

Confira 5 cortes de carne de porco e saiba como prepará-los

Para deixar o preconceito de lado e mostrar como a carne suína pode ser deliciosa, preparamos uma espécie de tutorial com os cinco principais cortes do alimento. Confira:

Lombo: é a parte mais suculenta do animal porque não contém osso, apenas a carne pura e sem gorduras. Recomenda-se que seja preparada uma peça inteira ou então partida em bifes. Em caso de peça inteira, asse em baixa temperatura com marinada no fundo da assadeira, cubra com alumínio e finalize para dar uma dourada. Caso seja cortada, sele na frigideira e, em seguida, asse fechado com alumínio e vinho branco para que cozinhe no vapor. Você pode ainda cortar no sentido longitudinal, abrir como uma folha e rechear com farofa.

Costela: é o corte mais popular do porco. Ela possui uma camada de gordura e é preparada e servida com o próprio osso, que ajuda a preservar o sabor da carne. Esse pedaço pode ser preparado tanto com todas as tiras unidas ou cortadas em pequenas partes acompanhando o formato do osso. Se quiser, deixe na marinada algumas horas ou tempere só com sal. Escolha uma peça com um pouco de gordura para ter mais sabor.

Barriga: é um corte que possui bastante pele e gordura. A peça cortada em cubos é ideal para torresmos. Já quando servida inteira, o melhor jeito é assá-la. Para deixá-la bem macia e suculenta, aposte em cozimentos demorados (panela de pressão pode ser uma boa saída). Dá ainda para enrolar e colocar recheio de linguiça calabresa, ou uma farofa bem úmida com frutas. Asse devagar e finalize em alta temperatura para dourar. Vale destacar que essa carne deve ser servida sempre ao ponto.

Picanha: assim como o lombo, é uma das peças mais suculentas do porco. O ideal é que a carne seja grelhada, assim como a bovina. Corte em fatia grossa ou grelhe a peça inteira em fogo médio, temperando apenas com sal grosso.

Mignon: corte igualmente delicioso, o mignon é perfeito para fazer strogonoff ou cortado em medalhões. Sele a carne na frigideira e, se o medalhão for muito alto, finalize por cinco minutos no forno para cozinhar por dentro. O ideal é comer o item mal passado, mas somente se a origem do alimento for confiável.