Doença celíaca: conheça os sintomas, restrições alimentares, diagnóstico e tratamento

A doença celíaca é causada pela intolerância ao glúten, uma proteína presente no trigo, aveia, cevada, centeio e seus derivados, como pães, bolos, biscoitos, pizza, massas em geral, cerveja, uísque e alguns doces, provocando no organismo a dificuldade para processar os nutrientes destes alimentos e bebidas.

O problema tem se tornando comum principalmente entre o público infantil, mas há casos em que o diagnóstico só ocorre na vida adulta, quando o indivíduo apresenta os sintomas. Em ambas situações, pessoas com a doença precisam ter uma alimentação restrita, e para os adultos existe uma maior dificuldade para conviver com os novos hábitos alimentares.

 

Sintomas e Diagnóstico

Os principais sintomas da doença celíaca são a diarreia crônica, perda de peso, distensão abdominal e fadiga crônica. “A frequência e intensidade das complicações são variáveis, conforme a gravidade e dimensão das lesões e idade de apresentação”, esclarece João Paulo Cândido Barbosa, gastroenterologista do Hapvida Saúde.

O diagnóstico é realizado por meio de exames de sangue com dosagem de anticorpos específicos para a patologia, os chamados antitransglutaminase e antiendomísio. “Estes anticorpos são os testes sorológicos aplicados para a triagem dos pacientes com a suspeita da doença”, afirma.

Para confirmar o diagnóstico, o especialista explica que é feito um exame no intestino delgado. “É realizada uma biopsia do intestino delgado, extraída mediante endoscopia digestiva alta com análise histopatológica do material, para descobrir as possíveis alterações, como infiltração linfocitária, hiperplasia de criptas e atrofia de vilosidades”.

Segundo o médico, a dermatite herpetiforme, que são lesões papulovesiculares, afeta aproximadamente 25% dos pacientes e normalmente surge antes ou após o diagnóstico –o problema desponta de forma simétrica sobre as superfícies extensoras dos membros, nádegas, tronco, pescoço e couro cabeludo.

O tratamento é a dieta isenta de glúten por toda a vida. “Os pacientes devem trocar os ingredientes que possuem glúten (como a farinha de trigo) por outras opções como a farinha de arroz, amido de milho, farinha de milho, fubá, farinha de mandioca, polvilho e fécula de batata”, salienta o gastroenterologista.

 

Alimentos permitidos

Em relação aos carboidratos, pode-se ingerir milho, arroz, mandioca, tapioca, batatas, açúcar, mel e outros. Os alimentos com lipídeos para consumo são as gorduras presentes no azeite de dendê, óleos vegetais, nas margarinas, banha de porco, gema de ovo, carnes de boi, frango e peixe.

Finalmente, a proteína animal pode entrar na lista com carne, no pescado, no fígado de boi e frango, dobradinho, ovos, leite e seus derivados. “Também não sofre restrição a proteína vegetal o feijão, ervilha, grão de bico, entre outros”, conclui Cândido.

Sobre o Hapvida – Com 3,8 milhões de beneficiários, o Hapvida hoje se posiciona como a maior operadora de saúde do Norte e Nordeste. Os números superlativos mostram o sucesso de uma estratégia baseada na gestão direta da operação e nos constantes investimentos: atualmente, com mais de 17 mil colaboradores diretos envolvidos na operação de 24 hospitais, 73 clínicas médicas, 18 unidades de prontos atendimentos, 71 unidades de diagnóstico por imagem e 66 postos de coleta laboratorial distribuídos em 11 estados onde a operadora atua com rede própria.

(andreia.costa@cdn.com.br)