No Dia Mundial de Combate à Obesidade Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica divulga dados inéditos

No dia Mundial de Combate à Obesidade, lembrado nesta quarta-feira (11), a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), divulga um estudo sobre obesidade ehábitos de ex-obesos.

De acordo com a SBCBM, entre os anos de 2008 a 2016, o número de cirurgias bariátricas realizadas no Brasil cresceu 163%. Em 2008, foram feitas 38 mil cirurgias bariátricas no país, passando para 100 mil em 2016.

A SBCBM também analisou o perfil dos pacientes operados há mais de cinco anos,com o objetivo de avaliar hábitos e atitudes ao longo dos anos. Entre os entrevistados, 66% dos operados são mulheres, 88% estão mais vaidosos após a cirurgia e, com isso, 70% aumentaram a prática de atividades físicas. Outro dado interessantes é que 60% dos operados se alimentam de forma mais saudável do que antes da cirurgia bariátrica e 68% deixaram de tomar remédio para Diabates.

O estudo foi realizado entre os meses de março e maio de 2017, em diferentes regiões do Brasil.

O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), Caetano Marchesini, lembrou que a obesidade no Brasil aumentou 60% nos últimos 10 anos, passando de 11,8% em 2006 para 18,9% em 2016, de acordo com os dados mais recentes do Ministério da Saúde.

“Todos os cirurgiões bariátricos do país não seriam suficientes para operar os brasileiros candidatos a uma cirurgia atualmente. É preciso conter a mudança desenfreada de hábitos alimentares que está sendo promovida no Brasil e que caminha para nos tornar o país mais obeso do mundo”, declarou Marchesini.

Ele fez um alerta sobre a necessidade de políticas públicas sólidas para frear as estratégias de vendas da indústria alimentícia e que estão trazendo consequências irreversíveis para o avanço da obesidade no Brasil.

ESTUDO INÉDITO – A SBCBM divulga um estudo científico inédito – realizado entre os meses de março e maio de 2017, em diferentes regiões do Brasil – que analisou o perfil dos pacientes operados há mais de cinco anos, com o objetivo de avaliar hábitos e atitudes ao longo dos anos.

Entre os entrevistados, 66% dos operados são mulheres, 88% estão mais vaidosos após a cirurgia e, com isso, 70% aumentaram a prática de atividades físicas, 60% dos operados se alimentam de forma mais saudável do que antes da cirurgia bariátrica e 68% deixaram de tomar remédio para Diabates.

De acordo com o cirurgião bariátrico responsável pelo estudo, Luiz Vicente Berti, que também é vice-presidente executivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), o objetivo da pesquisa foi avaliar hábitos e atitudes de operados e entender os resultados ao longo dos anos.

Entre os quesitos avaliados na pesquisa estão o perfil dos pacientes operados como faixa etária, sexo, escolaridade e estado civil, a satisfação dos entrevistados após cinco anos de cirurgia, o pós-operatório da cirurgia e se houve ganho de peso, remissão de doenças associadas à obesidade, atendimento por planos de saúde e estilo de vida do paciente antes e depois da cirurgia bariátrica.

De acordo com Berti, a população está cada vez mais informada sobre a cirurgia da obesidade para redução do estômago e o estudo comprovou isso.

“Cerca de 83% afirmam ter conhecimento do procedimento cirúrgico. Em 2007, este índice atingia 79%. Além disso, 46% dos obesos mórbidos tem pré-disposição em realizar o procedimento”, mencionou o autor do estudo, Luiz Vicente Berti.

Entre os pacientes entrevistados, 88% mantiveram-se dentro do percentual aceitável de recuperação de peso e dois terços estão satisfeitos com o peso atual.

HÁBITOS MAIS SAUDÁVEIS – A prática de atividades físicas aumentou em 70% dos entrevistados após a realização da cirurgia bariátrica. Hoje, 66% dos operados se alimenta de forma mais saudável do que antes da cirurgia bariátrica. Em relação a alimentação, 97% dos pacientes comiam alimentos fritos e 58% deixaram de comer após a cirurgia

“Os alimentos predominantes nas refeições antes e após a cirurgia bariátrica eram açúcar refinado, farináceos e gordura, isso mudou entre 89% dos entrevistados. Hoje, os operados comem mais frutas, legumes e vegetais”, informa Berti.

Em relação ao consumo de bebidas alcóolicas o estudo apontou que após o procedimento houve uma redução no consumo de bebida de 60% para 58%, sendo que deste total a grande maioria reduziu a quantidade consumida.

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