Nova vacina hexavalente para bebês chega ao mercado brasileiro

A vacina pediátrica hexavalente da Sanofi Pasteur, já presente em 86 países, chega esse mês no mercado privado para ser mais uma importante ferramenta de proteção contra seis doenças potencialmente graves: difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, hepatite B e doença invasiva por Haemophilus influenzae do tipo b – bactéria causadora de meningite e outras infecções graves como, pneumonia, artrite séptica e epiglotite1.

“O sistema imunológico dos bebês ainda está em desenvolvimento e, por isso, é importante que os pais sigam as orientações dos calendários de vacinação para crianças e garantam que os seus filhos estejam imunizados”, alerta a Gerente Médica da Sanofi Pasteur, Ana Paula Flora. O esquema vacinal da vacina hexavalente é de três doses mais uma dose de reforço em crianças de seis semanas a dois anos de idade, de acordo com as recomendações dos programas de vacinação1,2. “No Brasil, indica-se que o bebê tome a vacina hexavalente aos 2, 4 e 6 meses, com o reforço da pentavalente – que possui todas as proteções da hexa, com exceção da hepatite B – dos 15 aos 18 meses”, explica Ana Paula.

Segurança

Além de ser totalmente líquida e pronta pra uso, o que reduz possíveis erros de dosagem e manipulação, a recém-chegada vacina é acelular – ou seja, feita com alguns dos componentes da bactéria ou do vírus que causam a doença e não com a bactéria ou vírus inteiro – e, por isso, tem menor chance de provocar efeitos adversos do que a vacina de células inteiras disponíveis3,4.

As doenças

Entre as doenças preveníveis pela vacina hexavalente da Sanofi Pasteur, está a coqueluche. Dos casos em bebês de 28 dias a 12 meses, 50% podem implicar em hospitalização5. Dos lactentes hospitalizados, 61% podem sofrer apneia, que é a interrupção momentânea da respiração, 23% podem desenvolver pneumonia, 1% pode ter convulsões e 1% chegar ao óbito5. Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2016 foram registrados 1.314 casos da doença no Brasil6.

A hepatite B também é preocupante e acometeu em 2016, 14.199 pessoas, o que equivale a uma taxa de detecção de 6,9 casos por 100 mil habitantes7.

Os casos mais graves de difteria podem levar ao inchaço grave no pescoço, com aumento dos gânglios linfáticos, resultando em dificuldade ou obstrução total da respiração8. Já o tétano altera os sinais neurológicos da coluna vertebral para os músculos e causa espasmos musculares intensos9.

A poliomielite, apesar de chamada de paralisia infantil, pode afetar tanto crianças quanto adultos e se espalha por contato direto, com muco, catarro ou fezes infectadas10. A doença pode afetar os nervos e levar à paralisia parcial ou total10.

Menos conhecida, a doença invasiva por Haemophilus influenzae tipo b causa meningite e outras infecções bacterianas graves como pneumonia, bacteremia – presença de bactérias no sangue – artrite séptica e epiglotite, que pode bloquear a traqueia, principalmente entre bebês e crianças menores de cinco anos de idade11.

 

Referências:

  1. Bula da vacina adsorvida difteria, tétano, pertussis (acelular), Haemophilus influenzae b (conjugada), hepatite B (recombinante) e poliomielite 1, 2 e 3 (inativada), Hexaxim.
  2. Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Recomendações da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) – 2017/2018. Calendário de Vacinação SBIm para Criança. [Internet] Disponível em:https://sbim.org.br/images/calendarios/calend-sbim-crianca.pdf. Acesso em: 2017 Set 25.
  3. De Coster I, et al.Assessment of preparation time with fully-liquid versus non-fully liquid paediatric hexavalent vaccines. A time and motion study. Vaccine. 2015 Jul 31;33(32):3976-82.
  4. Madhi SA, et al. Immunogenicity and safety of an investigational fully-liquid hexavalent combination vaccine versus licensed combination vaccines at 6, 10, and 14 weeks of age in healthy South African infants. Pediatr Infect Dis J, 2011;30(4):e68-74.
  5. American Academy of Pediatrics. Pertussis (Whooping Cough). In: Kimberlin DW, et al. Red Book®: 2015 Report Of The Committee On Infectious Diseases. 2015; 608-621
  6. Brasil. Ministério da Saúde.Casos confirmados de Coqueluche, Brasil, Grandes Regiões e Unidades Federadas. 1990 – 2016. [Internet] Disponível em:http://portalsaude.saude.gov.br/images/xlsx/2017/junho/09/Coqueluche-1990-2016.xlsx. Acesso em: 2017 Set 28.
  7. Brasil. Ministério da Saúde – Portal Brasil. Hepatites virais – Ministério da Saúde vai oferecer novo tratamento para hepatite C. [Internet] Disponível em:http://www.brasil.gov.br/saude/2017/07/ministerio-da-saude-vai-oferecer-novo-tratamento-para-hepatite-c. Acesso em: 2017 Set 28.
  8. Brasil. Ministério da Saúde. Difteria – Informações Técnicas. [Internet] Disponível em:http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-ministerio/principal/leia-mais-o-ministerio/641-secretaria-svs/vigilancia-de-a-a-z/difteria/11205-informacoes-tecnicas. Acesso em: 2017 Set 28.
  9. Brasil. Ministério da Saúde. Tétano – Informações Técnicas. [Internet] Disponível em:http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-ministerio/principal/leia-mais-o-ministerio/684-secretaria-svs/vigilancia-de-a-a-z/tetano-acidental/11470-informacoes-tecnicas. Acesso em: 2017 Set 28.
  10. Brasil. Ministério da Saúde. Poliomielite – Informações Técnicas. [Internet] Disponível em:http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-ministerio/principal/leia-mais-o-ministerio/764-secretaria-svs/vigilancia-de-a-a-z/poliomielite-paralisia-flacida-aguda/11422-informacoes-tecnicas.Acesso em: 2017 Set 28.
  11. Centers for Disease Control and Prevention (CDC). About Haemophilus influenzae Disease. [Internet] Disponível em: https://www.cdc.gov/hi-disease/about/index.html. Acesso em: 2017 Set 25

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