OMS alerta: obesidade infantil aumentou 10 vezes nos últimos 40 anos

O Endocrinologista Dr. Fabiano Lago, do Spa Estância do Lago, ressalta a importância de buscar orientação médica antes dos 12 anos, já que na puberdade se determina a estrutura física básica do ser humano para o resto da vida

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, há 124 milhões de crianças obesas no mundo.

No Brasil, cerca de 50% das crianças estão acima do peso. Ainda de acordo com a OMS, a obesidade já é considerada uma doença, e os reflexos são: elevação dos níveis de colesterol, desencadeando doenças coronarianas e levando à morte prematura; diabetes tipo 2 com suas sérias complicações; desgastes ósseos; problemas de auto-estima e até depressão, uma outra “epidemia mundial”.

Segundo Dr. Fabiano Lago, endocrinologista do Spa Estância do Lago e um dos especialistas mais conceituados em emagrecimento no país, “A criança obesa sofre preconceito e bullying, tende a se isolar e ter baixa auto-estima, descontando a tristeza na comida. Ela deixa de praticar esportes, aumentando o sedentarismo e resultando em aumento de peso.

Outro dado importante é que a criança magra até os sete anos não será necessariamente um adulto magro e vice-versa. O pequeno com sobrepeso pode não ser um adulto obeso.Na puberdade é quando se determina a estrutura física básica que carregamos o resto da vida”, comenta o endocrinologista.

O médico explica que o ideal é fazer com que as crianças estejam no peso saudável até os 11 ou 12 anos, início da puberdade. “Nessa fase do estirão do crescimento, os hormônios estão orquestrados para a multiplicação celular. Se ao entrar na puberdade a criança permanecer com excesso de peso, os hormônios fazem com que ela multiplique muito o número das células de gordura, levando à temida obesidade hiperplásica, ou seja, promovendo um excesso de bilhões de células de gordura, aumentando muito o risco de obesidade mórbida na vida adulta”, diz o especialista.

Dr. Fabiano indica maneiras especiais para tratar a criança e o jovem obeso e ressalta a importância do envolvimento de toda a família. “Eu me torno amigo dos meus pequenos pacientes em fase de reeducação alimentar, e não alguém que impõe um sofrimento”, comenta o endocrinologista. (angelicawincomunicacao@gmail.com)