Stibo Systems aponta 7 tendências para o setor de bens de consumo no Brasil

A Stibo Systems, líder global na oferta de soluções de Gestão de Dados Mestres (MDM – Master Data Management) Multidomínio, revela sete tendências que afetam o setor de bens de consumo atualmente e que geram desafios e oportunidades para que as companhias alavanquem seus negócios. Se há um aspecto comum a todas é a importância dos dados. Dados de qualidade sobre produto, cliente e fornecedor levam a um fluxo de trabalho ágil e efetivo, garantindo que consumidores confiem na companhia e em seus produtos.

“A maior parte das indústrias já vem sentindo essa a mudança há algum tempo. As estratégias digitais, a centralização no cliente e a inovação em produtos estão se tornando o coração dos negócios, guiando agora também as indústrias de bens de consumo”, comenta Ricardo Fornari, Country Manager da Stibo Systems.

As companhias desse setor podem se beneficiar das transformações emergentes, além das previsões que estão se revelando na indústria conforme as tendências abaixo:

1. Barreiras entre varejistas e companhias de bens de consumo

Enquanto o varejo tradicionalmente se refere à venda de produtos para usuários finais, o setor de bens de consumo tipicamente se refere a um conjunto amplo de fabricantes, vendedores e divulgadores de produtos físicos vendidos por meio de um comerciante ao consumidor final. Essas definições estão se tornando mais diluídas conforme varejistas produzem e vendem produtos de suas próprias marcas – e mais companhias se movem em direção a modelos diretos ao consumidor, organizando seus próprios canais de distribuição on-line e off-line, ganhando controle imediato sobre sua presença perante o consumidor.

Para fabricantes de bens de consumo que continuam a vender por meio de distribuidores e varejistas, mais do que nunca o desafio é criar a melhor experiência possível para o usuário final. O segredo é estar no controle da marca e ser constante oferecendo a mesma experiência que o consumidor teria comprando o produto em um supermercado, por um aplicativo ou ligando para uma central de serviço.

Isso é possível oferecendo informação consistente e atualizada, de fácil acesso para distribuidores, varejistas, pontos de venda e consumidores finais em todas as suas plataformas e por meio de todos os canais digitais de distribuição. Além disso, é importante conhecer o consumidor para criar uma imagem de marca sólida e uma experiência satisfatória para ele.

2. Vendas on-line

As vendas na internet estão vivendo um boom, inclusive a indústria de bens de consumo. Segundo pesquisas, 30% (ou US$ 50 bilhões) do crescimento de vendas desse tipo de indústria nos próximos cinco anos virão do mercado on-line. Uma forma de alcançar excelência nas vendas on-line é combinar dados adequados aos seus propósitos com uma experiência de marca centrada no consumidor.

Os varejistas estão cada vez mais atentos ao fato de que ter excelente e objetiva informação sobre produtos é a chave para conseguir retenção de clientes e uma alta taxa de conversão em vendas on-line. Isso deve ser considerado também pelos fabricantes e marcas de bens de consumo que estão vendendo na internet.

 

3. Customização de produto

Entender as necessidades do consumidor permite que marcas satisfaçam melhor seus clientes. Linhas de produção de bens de consumo tradicionais estão organizadas para produção em massa, contrastando altamente com a necessidade de hoje não só de marketing customizado, mas também de produtos customizados.

As companhias precisam prever a próxima tendência e ajustar a cadeia de produção de acordo. Outro fator para a otimização do processo e consequente sucesso da customização do produto é claramente digitalizar a produção. Pesquisas recentes mostram que fábricas completamente digitais obtiveram redução de custos de até 30%, com capacidade de manufaturar produtos individualizados.

4. IoT

Já estamos vendo como a indústria de bens de consumo está usando a IoT (Internet das Coisas) para otimizar processos de manufatura. No entanto, alguns fornecedores estão também começando a explorar como usar a Internet das Coisas para entregar melhores experiências aos clientes, incorporando tecnologia em seus produtos ou colaborando com outras marcas para oferecer produtos de IoT.

No entanto, dados gerados apenas pela IoT, sem combinar com outros domínios, acabam sendo improdutivos. É importante associar esses dados com domínios relevantes dentro de sua cadeia, por exemplo, com dados de produtos, consumidores, fornecedores e até localizações, otimizando tempo sem aumentar headcount, diminuindo custos e, consequentemente, abrindo caminho para melhorias e tomadas de decisões mais efetivas.

 

5. Centralização no consumidor

Consumidores querem vivenciar uma experiência única quando interagem com uma marca. Pergunte a si mesmo: como nossos produtos adicionam valor às vidas de nossos consumidores? Como eles podem adicionar ainda mais valor? Como nós comunicamos esse valor ao consumidor? Que outros produtos e serviços podem suplementar os nossos para melhorarmos a vida de nossos consumidores?

Iniciativas que permitem aos clientes, por exemplo, pagar itens em lojas físicas de forma automática, sem necessidade de um atendente humano, de fato colocam o consumidor no centro e criam valor por economizar tempo e esforço.

 

6. Vendendo experiências, não apenas produtos

Lealdade à marca na indústria de bens de consumo sempre foi um desafio, ainda maior agora com a geração mais nova de hoje se tornando o consumidor de amanhã. Uma forma de lidar com isso é pensar em produtos de um modo totalmente novo: como experiências.

Para fornecer suporte a esse modelo, é importante confiar em dados e ter um centro de negócios fortemente digital. O centro deve facilitar uma visão completa do cliente, assim como a construção de bases para apoiar o desenvolvimento na gestão de ciclo de vida do produto e a criação de novos estilos de produto.

 

7. Tenha uma estratégia e divulgue suas iniciativas corporativas de responsabilidade social

Pesquisas mostram que o consumidor de hoje está se voltando de forma crescente para produtos menos processados, mais saudáveis e sustentáveis. Estratégias corporativas de responsabilidade social são algo a compartilhar e documentar para os consumidores. Requerem controle dos produtos da organização, sua origem e cadeia de produção, bem como a capacidade de registrar as iniciativas com informações confiáveis de produto e fornecedores.

A indústria de bens de consumo está, como tantas outras, à beira de uma revolução em que surgem colaborações, produtos e serviços encontram novos usos graças à tecnologia e companhias devem se adaptar a consumidores que estão sempre em busca da nova grande experiência.