Comércio ilegal de armas e munições na mira do Exército Brasileiro nos estados do Paraná e Santa Catarina

O Exército Brasileiro, por meio do Sistema de Fiscalização de Produtos Controlados (SisFPC), tem realizado grandes operações para evitar a proliferação do comércio ilegal de armas e munições no país. A próxima operação, nominada ‘Alta Pressão V’, que ocorrerá a partir do dia 21 de novembro, tem como objetivo geral a intensificação das medidas de fiscalização no comércio de armas e munições. A ação acontece, simultaneamente, em todo o território nacional.

No âmbito da 5ª Região Militar (5ª RM), responsável pelos estados do Paraná e Santa Catarina, foram apreendidas na última operação, realizada no primeiro semestre de 2017, cerca de 1130 munições, 17 armas e oito lunetas de uso restrito. Ao todo, 22 empresas foram autuadas por irregularidades administrativas no o trato com Produtos Controlados pelo Exército.

A Operação Alta Pressão V, bem como as demais voltadas para Produtos Controlados pelo Exército (PCE), visa, entre outros objetivos, a reduzir desvios de armas e munições que poderiam prover o comercio ilegal no Brasil, promovendo impacto direto na segurança pública nacional.

De acordo com os dados do Centro de Operações de Produtos Controlados (COPCON/DFPC), responsável pelo monitoramento permanente das operações desencadeadas pelo SisFPC, com capilaridade em todo o território nacional, na última operação do mesmo gênero (Alta Pressão IV), ocorrida em julho deste ano, mais de 600 empresas foram fiscalizadas, resultando na autuação de 56 empresas cadastradas junto ao Exército e no emprego de mais de 1.400 militares e agentes. Mais de 93 mil quilômetros foram percorridos, 251 viaturas foram empregadas.

Todas as atividades ocorrerão de forma simultânea, em um ambiente interagências, contando com o apoio integrado de Organizações Militares, Órgãos de Segurança e Ordem Pública (OSOP) – tais como as Polícias Militar, Federal, Rodoviária Federal e Civil- e agências de fiscalização fazendária, nos níveis federal, estadual e municipal, desdobradas nas áreas de responsabilidade das doze Regiões Militares (RM). A previsão inicial é a de verificar maisde 500 instalações, por meio do emprego do efetivo aproximado de 1100 militares e 170 equipes interagências de fiscalização.

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