Médica lista 4 conceitos sobre diabetes tipo 2 que todos deveriam saber

Com a população mais obesa e sedentária, 90% dos casos de diabetes no mundo são do tipo 2. Somente no Brasil mais de 14 milhões de pessoas, 6,9% da população sofre com o mal, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes[1]. O que nem todos reconhecem, no entanto, é a periculosidade da doença, já que, quando negligenciada, pode levar à morte. Pacientes portadores do diabetes tipo 2 têm de duas a quatro vezes mais riscos de óbito por doenças cardiovasculares, como o infarto e o AVC (Acidente Vascular Cerebral).

Para a endocrinologista Dhiãnah Santini, como se trata de uma epidemia, as pessoas precisam obter informação para se prevenir e tratar da patologia da melhor forma possível. “O diabetes causa estragos silenciosos no organismo, afetando vasos sanguíneos, coração, rins e até a visão. Sendo assim, é essencial que as pessoas não controlem apenas as taxas de glicemia, o colesterol e os índices de pressão arterial, mas adotem práticas saudáveis em seu dia a dia, como incluir uma alimentação equilibrada e atividade física regular em seu cotidiano”, diz.

“Existem pelo menos quatro conceitos básicos sobre a doença essenciais para que as pessoas possam entender melhor o que é o diabetes tipo 2”, alerta a especialista. Veja abaixo quais são eles:

Anos sem dar sinal de vida – Entre os sintomas mais comuns do diabetes tipo 2 descompensado estão a sensação excessiva de fome e sede, vontade de urinar recorrente, ganho de peso ou emagrecimento, dificuldades de cicatrização e visão embaçada, mas nem todas as pessoas apresentam essas manifestações mais comuns da doença. Portanto, é essencial que pessoas que integram o principal grupo de risco do diabetes tipo 2, ou seja, aquelas acima do peso ou obesas, com histórico familiar da doença, que levam uma vida sedentária e têm idade igual ou superior aos 45 anos tenham essa consciência em mente. Ou seja, na categoria de risco, não esperar pelo aparecimento de sintomas para buscar o problema. É preciso rastrear.

Não tem cura, mas deve ser tratada – Trata-se de uma doença crônica que tem tratamento, mas não pode ser curada. Ao receber o diagnóstico, o paciente com diabetes tipo 2 deve se conscientizar, primeiramente, que irá conviver com a doença pelo resto da vida. Em seguida, é essencial que ele converse com o médico sobre as melhores possibilidades de tratamento.

Infarto sem dor – Quem sofre de diabetes tipo 2 tem maior predisposição a ter um infarto assintomáticoPensando nisso, é importante que essas pessoas façam visitas regulares ao médico responsável não só para os exames de sangue e urina de rotina para controle das taxas de glicemia e colesterol, mas para se submeter a check-up cardiológico, mesmo que não sinta dores ou qualquer tipo de desconforto. “Em geral, o exame de cateterismo de um diabético apresenta artérias mais tortuosas e com lesões em vários pontos. Sem contar que a doença aumenta a incidência de trombos. Se uma artéria que leva ao coração é bloqueada, sem suprimento de sangue, o infarto é inevitável”, esclarece.

Coração sobrecarregado – Sem controle, o diabetes, ainda sobrecarrega o coração, fazendo com que ele se esforce muito mais para exercer suas contrações. A própria resistência a ação da insulina dificulta o uso da glicose como fonte de energia para o musculo cardíaco. O diabético pode apresentar então a cardiopatia diabética, quadro que faz com que o órgão fique em estado de insuficiência, quando o coração não consegue bombear sangue da maneira esperada para o organismo. Em longo prazo, inclusive, essa condição vai se agravando – outro perigo silencioso. Para mais informações, visite www.boehringer-ingelheim.com.br e www.facebook.com/BoehringerIngelheimBrasil.

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