Indústria de máquinas e equipamentos registra crescimento de 10% no faturamento, segundo Abimaq

O faturamento da indústria de máquinas e equipamentos subiu 10% em outubro, comparativamente a igual período de 2016. No resultado acumulado (de janeiro a outubro deste ano) houve melhora de desempenho em função do crescimento das exportações que voltam aos níveis médios mensais de 2011 e 2012. O levantamento referente ao mês de outubro foi realizado pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) junto às empresas brasileiras fabricantes do setor e divulgado nesta quarta-feira, 29.

As exportações subiram em relação a setembro de 2017 com saldo positivo de 10,4%; na comparação interanual o crescimento foi de 49,5%. Uma das razões que explica o crescimento das exportações em 2017 é a melhora da atividade econômica nos mercados internacionais. Muitas empresas têm mantido parte de suas atividades produtivas nas exportações, ainda que com rentabilidade reduzida em função do câmbio apreciado.

As importações, embora registrem retração de -2,8% em relação ao mês anterior, apresentaram números positivos comparados ao mesmo mês de 2016 (+2,3%). Este é o segundo mês consecutivo de crescimento, após interromper uma série de 14 meses seguidos de queda em setembro.

Os investimentos produtivos medidos pelo consumo aparente do setor registraram, na comparação interanual, nova queda de -5,3%, a 16ª consecutiva neste tipo de comparação, ainda que desde junho deste ano, essa redução venha diminuindo gradativamente. No entanto, apesar de certa estabilidade na ponta, a queda de 20,4% no ano, pelo 4º ano consecutivo, desmente notícias recentes de retomada dos investimentos.

Os indicadores da Abimaq revelaram ainda que o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) apresentou crescimento, passando de  65,6% no ano passada para 74,1%, em outubro deste ano. A ocupação do setor diminuiu na comparação interanual com 11,4 mil postos de trabalho a menos, representando a 46º queda consecutiva neste tipo de comparação. Outro indicativo negativo na economia é a cotação atual, que tem oscilado ao redor de R$/US$3,20, um valor cada vez mais longe de um câmbio competitivo, estimado em R$/US$ 3,90.