IoT, uma tendência para os negócios

 

Por Rene Abdon, Diretor de Serviços da Dynatrace no Brasil

 

A Internet das Coisas (IoT – Internet of Things) nunca foi tão explorada como neste ano. Com estimativa de crescimento de 31% até o fim de 2017 no uso de dispositivos conectados em comparação com 2016, a IoT tende a se desenvolver ainda mais nos próximos anos e gerar oportunidades para os negócios em diversos segmentos do mercado, facilitando o dia a dia das pessoas e tornando os processos mais ágeis e eficazes.

Estudos apontam que, até 2020, aproximadamente 21 bilhões de dispositivos estarão conectados à Internet. Esses números já despertam o interesse de grandes e pequenas empresas de todos os setores do mercado. Mas ainda há uma confusão comum quando se fala em IoT: as pessoas associam a conexão dos dispositivos apenas aos smartphones ou computadores. No entanto, inúmeros objetos como geladeiras, televisões e automóveis estarão ou já estão conectados.

A IoT é uma realidade no nosso dia a dia. Um claro exemplo disso são os QR Codes, as barras bidimensionais que armazenam desde textos até URLs e que podem ser visualizadas por meio do scanner do telefone celular. Essas barras são aplicadas em objetos diversos, permitindo a conexão via Internet entre o smartphone e o item com o QR Code. O sistema de identificação automática de veículos também entra para a lista de IoT. O dispositivo instalado no interior do carro faz a cancela do pedágio ou estacionamento liberar a passagem do veículo assim que ele se aproxima.

As empresas têm investido em IoT não apenas para suas atividades, mas também para despertar o interesse do cliente e para que ele ganhe vantagens com o uso da tecnologia. Pesquisas apontam que o segmento de consumo é o maior usuário de coisas conectadas, chegando a 5,2 bilhões de unidades em 2017, representando 63% do número total de aplicações em uso. Na sequência, aparece o setor de negócios diversos e verticais específicas. Os investimentos em hardware para o uso de coisas conectadas nas empresas chegarão a US$ 964 bilhões em 2017. Mesmo com os consumidores investindo muito em novos dispositivos, as organizações são o público que tem gastos maiores, com 57% do investimento total em IoT neste ano.

Ter coisas conectadas a todo o momento é interessante tanto para as empresas quanto para os consumidores. No entanto, mais essencial ainda é saber como essas coisas conectadas estão se comportando e se a tecnologia está, de fato, cumprindo o seu papel. Dentro da arquitetura escalonada da Internet, existem aplicações em rede, em Cloud Privada ou Pública que analisam dados, medem a qualidade do serviço que o dispositivo está executando, identificam em qual plataforma está sendo acessado, qual é o nível de energia utilizado entre outras milhares de informações possíveis de serem coletados através desses sensores online.

O Brasil está entre os principais polos de IoT e é a quarta maior região consumidora de dispositivos conectados do mundo, com grande potencial para ampliar sua participação global. Cada vez mais, as empresas brasileiras precisam monitorar a qualidade do serviço entregue a seus clientes por meio de cada um desses complexos dispositivos.  A IoT veio para ampliar ainda mais a soma das várias ferramentas já existentes no mercado, possibilitando infinitos benefícios tanto para os negócios quanto para o consumidor final.

Porém, é importante levar em consideração que, para se manter nesse segmento, a empresa precisa desenvolver um produto inovador e bem monitorado para que não acabe gerando problemas em vez de soluções para a companhia.