Oeste do Paraná se prepara para receber os Jogos Mundiais Sustentáveis em 2018

Foi dada a partida para o maior festival internacional de esportes de aventura do planeta. O River Games Festival, realizado nesse fim de semana (16 e 17), na prainha de Santa Terezinha de Itaipu, foi a primeira de cinco etapas preparatórias para os Jogos Mundiais Sustentáveis, que acontecerão em novembro de 2018, em Foz do Iguaçu (PR). A expectativa é que o evento entre para o calendário de competições esportivas internacionais como uma celebração dos esportes de aventura e da natureza.

A próxima fase está marcada para fevereiro, em Hernandárias, no Paraguai. Na sequência, Santa Helena, Guaíra e Marechal Cândido Rondon. A cada etapa serão exploradas quatro modalidades radicais que farão parte dos Jogos Mundiais Sustentáveis, como corridas, natação, wakeboard, mountain bike, highline, caiaque e slackline.

Jaime Nascimento, coordenador de Turismo da Itaipu, empresa parceira do evento, destacou que os River Games e os Jogos Mundiais Sustentáveis têm a missão de transformar a Costa Oeste em referência para esportes de aventura e turismo sustentável. “Queremos incentivar a prática esportiva, promover o turismo regional e, claro, aproveitar a estrutura disponível na região”, afirmou.

“Nossa intenção é que a prática esportiva passe a ser parte do cotidiano dos moradores do Oeste do Paraná. Que não se resuma a um evento, mas se torne uma rotina”, disse Raby Khalil, presidente da Associação de Desenvolvimento de Esportes Radicais e Ecologia (Adere), responsável pela organização do evento, em parceria com a Itaipu Binacional e o Parque Tecnológico Itaipu (PTI).

Esporte e diversão

A primeira etapa do River Games Festival “ferveu” o Balneário de Santa Terezinha. Foi uma verdadeira festa de integração entre o homem e a natureza. Mais de 500 atletas e iniciantes participaram das competições de maratona aquática, corrida e mountain bike e das oficinas de circo, arco e flecha, caiaque, canoa havaiana, escalada, kitesurf, circo, rafting, slackline, skate MiniRamp, stand-up paddle (SUP), treinamento funcional e ioga.

“As oficinas de circo reuniram mais de 100 crianças. Elas adoraram se pendurar nos tecidos, fazer acrobacias e se aventurar no trapézio”, disse o instrutor João Andrade. Maria Luiza, de 11 anos, foi uma das que se divertiu: “Eu adorei. Participei de todas as oficinas disponíveis. A que mais gostei foi a de caiaque”, contou. “Foi muito bom. Quero praticar mais vezes”, complementou Geovana Santos, de 12 anos.

Também houve quem foi à prainha para curtir as apresentações culturais e de balonismo, assistir aos shows e se deliciar com as comidinhas disponíveis no Food Park. A noite de sábado (16) teve show de BNegão, que atuou no grupo Planet Hemp e com discos premiados em sua carreira solo.

O festival foi aprovado pelo surfista de ondas gigantes Carlos Burle, um dos ícones nacionais dos esportes radicais, convidado do evento. Para Burle, que já conheceu dezenas de países, a natureza da região deve ser mais explorada e preservada por meio do esporte e do turismo. “É um lugar ecologicamente limpo e puro. Vejo um potencial enorme para a prática esportiva ao ar livre e fomento do turismo. Quero voltar mais vezes”, disse.

Vendaval

A tempestade no final da tarde de domingo (17), com ventos de mais de 140 quilômetros por hora, obrigou os organizadores a encerrarem mais cedo o Festival. “Toda nossa equipe de segurança entrou em ação assim que foram percebidos os riscos ao público”, afirma Raby Kahlil, coordenador-geral da Adere. “Tivemos mais de 100 pessoas da nossa equipe envolvidas no plano de evacuação da aérea do evento, o que permitiu um atendimento seguro e ordenado. Como os esportes radicais acontecem em ambientes abertos, estamos sujeitos às intempéries da natureza”.

O vento forte derrubou o palco principal e parte da estrutura do evento. Apesar do susto, não houve feridos e nem prejuízos materiais significativos.

Fotos: Alexandre Marchetti/Itaipu Binacional